Ministro da “Carne Fraca” entra na marca do pênalti

O ministro da Justiça Osmar Serraglio (PMDB-PR), flagrado em grampos da PF no âmbito da Operação Carne Fraca, entrou na marca do pênalti 10 dias após a posse.

O líder da Oposição no Senado Humberto Costa (PT-PE) defendeu a exoneração do ministro da “Carne Fraca”.

“Esse ministro perdeu toda a sua sustentabilidade política. Não tem mais nenhuma condição de continuar no cargo. Foi grampeado numa operação da PF chamando o líder de um grupo criminoso de “grande chefe”. Tem que sair, até para que não influencie nas investigações da Polícia Federal, que é ligada ao seu ministério”, afirmou Humberto, ao participar de um debate de rádio, no Recife.

Osmar Serraglio foi flagrado em grampo da PF conversando com o “grande chefe” de uma organização criminosa.

Numa gravação telefônica para Daniel Gonçalves Filho, fiscal agropecuário e superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná entre 2007 e 2016, do ministro da Justiça o chama de “grande chefe”.

A PF aponta o “chefe” de Serraglio sendo “o líder da organização criminosa” que relaxava a fiscalização dos frigoríficos em troca de propinas.

A Justiça Federal do Paraná determinou bloqueio de R$ 1 bilhão dos envolvidos no esquema.

Quando foi nomeado para o ministério, no final de fevereiro, Requião afirmou que “Serraglio é a chegada de Cunha ao Ministério da Justiça”.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) também anunciou, nesta sexta-feira (17), que vai começar a coletar assinaturas para a criação de uma CPI na Câmara para apurar irregularidades na fiscalização fitossanitária no país. O deputado disse ainda que pretende entrar com uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR) contra o ministro da Justiça.

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