Militares em baixa: 70% confiam mais em civis na educação, diz Datafolha – Paraná foi pioneiro na escola cívico-militar

► Escolas do Paraná serviram como cobaias na experiência de militarização bolsonarista

Deu ruim para os militares agasalhados em escolas cívico-militar. A turma da verde-oliva está em baixa, segundo pesquisa Datafolha.

70% confiam mais em civis do que militares para trabalhar em escolas, diz a sondagem.

As escolas cívico-militar foram implantadas pelo governo cessante de Jair Bolsonaro (PL), porém colecionam mais problemas que solução.

Além da insuficiência pedagógica dos militares, no curto espaço de sua existência, houve uma explosão de casos de assédio nesses estabelecimentos de ensino, denúncias de desvios e fraudes.

Escolas do Paraná serviram como laboratório para a militarização nacional

No Paraná, as escolas cívico-militar foram implantadas pelo também cessante governo Ratinho Junior (PSD).

A militarização das escolas paranaenses são há muito reprovadas pela comunidade escolar.

Recentemente, no Oeste do Paraná, Ratinho Junior foi recebido por um protestos de alunos que satirizaram a militarização do Colégio Estadual Santa Tereza do Oeste.

– Nem militares têm, só no nome [cívico-militar] – zombaram os alunos, que não gostaram de ser usados como cobaias.

A Lei 20.358/2020 do estado do Paraná, que cria e regulamenta o funcionamento das escolas cívico- militares, viola a gestão democrática do ensino, além de configurar uma clara militarização precoce dos jovens paranaenses. Esse é o questionamento de partidos políticos – PT, PCdoB e PSOL – no Supremo Tribunal Federal (STF).

Para a Comissão da Criança e do Adolescente e o Grupo de Trabalho sobre Direito Educacional da OAB Paraná, a iniciativa de Ratinho Junior é flagrantemente inconstitucional.

Blog do Esmael, notícias verdadeiras.

LEIA TAMBÉM SOBRE AS ESCOLAS CÍVICO-MILITARES:

Por que a Finlândia e o Canadá não militarizaram suas escolas? Por quê?

Militarização de escolas vira caso de Justiça no Paraná

A ditadura militar vai começar pelas escolas do Paraná

NÃO às escolas militarizadas!