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Israel lança ataques em Gaza e ameaça colapso do cessar-fogo com Hamas

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Netanyahu justifica ofensiva e retaliação é esperada

Bombardeios israelenses matam centenas em Gaza e colocam em xeque a trégua

O Exército de Israel lançou, na madrugada desta terça-feira (18), um ataque em larga escala contra a Faixa de Gaza, no maior bombardeio desde que o cessar-fogo com o Hamas entrou em vigor, há cerca de dois meses. O Ministério da Saúde de Gaza afirma que mais de 300 palestinos foram mortos na ofensiva, incluindo crianças.

A Casa Branca foi informada sobre os ataques antes da operação militar. A secretária de imprensa Karoline Leavitt declarou que os EUA apoiam a resposta israelense e que “o inferno vai se soltar” contra o Hamas e outros grupos hostis a Israel e aos Estados Unidos.

Enquanto isso, o Hamas acusa Israel de violar o acordo de trégua e expor os reféns israelenses a um “destino desconhecido”. O grupo ainda não respondeu militarmente, mas há temores de uma nova onda de ataques com foguetes contra Tel Aviv e outras cidades israelenses.

O que motivou a retomada dos ataques?

Segundo o governo de Benjamin Netanyahu, a decisão foi tomada após o Hamas rejeitar todas as propostas dos mediadores para a libertação dos reféns ainda mantidos em Gaza.

🔹 Contexto da crise:

  • Israel afirma que menos da metade dos 59 reféns restantes estão vivos e culpa o Hamas pela falta de progressos nas negociações.
  • Desde o início da trégua, Israel conduziu ataques pontuais em Gaza, matando mais de 150 palestinos.
  • A ofensiva militar desta terça-feira atingiu alvos em Gaza, Deir al-Balah e Khan Younis, ampliando os riscos de um novo conflito de larga escala.

Especialistas apontam que o momento da ofensiva também pode ter um fator interno: Netanyahu enfrenta pressões políticas após sua tentativa de remover Ronen Bar, chefe do serviço de inteligência Shin Bet, desencadear protestos e tensões dentro do governo.

Reações e impactos esperados

O Hostages and Missing Families Forum, grupo que representa as famílias dos reféns israelenses, criticou o governo, dizendo que os bombardeios colocam em risco aqueles que ainda estão sob poder do Hamas.

🔸 Reações internacionais:

  • A ONU alertou que a retomada dos combates pode levar a um “desastre humanitário irreversível” em Gaza.
  • O Egito e o Catar, mediadores da trégua, tentam conter a escalada da violência e pressionam por um novo acordo.
  • O Irã e os Houthis do Iêmen prometeram retaliação caso a ofensiva israelense continue.

A tensão no Oriente Médio segue em alta, com os EUA ampliando operações militares no Iêmen contra os Houthis e Israel elevando o nível de alerta em Tel Aviv.

E agora? Cessar-fogo está oficialmente encerrado?

Ainda não está claro se os ataques representam o fim oficial da trégua ou se Israel busca forçar o Hamas a voltar às negociações. No entanto, fontes militares israelenses afirmam que as operações devem continuar nos próximos dias.

Enquanto isso, civis em Gaza relatam cenas de terror, prédios destruídos e dificuldades para buscar atendimento médico. Equipes de resgate enfrentam obstáculos devido à intensidade dos bombardeios.

A crise se agrava e o mundo aguarda os próximos movimentos do Hamas e de seus aliados.

Diante dos relatos sobre Gaza, o que você acha da retomada dos ataques? O cessar-fogo ainda tem chance? Deixe sua opinião nos comentários!

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