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Haddad e os juros são uma contradição que pode custar caro a Lula, avalia o ‘Gramsci das Araucárias’

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O empresário e ex-deputado Tony Garcia, conhecido como “Gramsci das Araucárias”, em suas redes sociais, alertou para a armadilha contra o governo progresssista e, consequentemente, as dificuldades nas eleições de 2026 em virtude da financeirização da economia.

Segundo o ideólogo das Araucárias, o presidente Lula enfrenta um dilema que pode comprometer sua popularidade e a sustentabilidade de seu governo: a política econômica conduzida pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Críticas contundentes surgem, inclusive dentro da base de apoio do PT, contra a postura do governo em relação à taxa de juros e ao Banco Central –recorda Garcia.

A política de juros: o que mudou?

Durante os dois primeiros anos do governo Bolsonaro, o Partido dos Trabalhadores foi um dos principais opositores da política de juros altos conduzida pelo então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Agora, sob a gestão de Lula, as diretrizes parecem ter mudado, e o governo não só manteve como passou a justificar taxas elevadas para conter a inflação.

O problema, aponta o Gramsci das Araucárias, é que não se pode mais atribuir a responsabilidade a um “BC independente”: a atual diretoria da instituição, incluindo seu presidente, Gabriel Galípolo, é indicada por Lula e Haddad. Assim, a continuidade da política de juros elevados levanta questões sobre a coerência do governo petista.

Consignado: solução ou armadilha?

Para amenizar o impacto dos juros altos, Fernando Haddad anunciou medidas para estimular o crédito consignado, que permite que trabalhadores e aposentados tomem empréstimos com desconto direto na folha de pagamento. No entanto, a proposta é vista por muitos como um paliativo que favorece os bancos, que operam com risco zero ao conceder esse tipo de crédito.

Os bancos continuarão cobrando taxas elevadas sobre um dinheiro garantido, empurrando trabalhadores e aposentados para um endividamento ainda maior. Isso levanta a questão: essa política beneficia a população ou apenas os banqueiros da Faria Lima?

O risco político para Lula

A popularidade de Lula pode estar em risco se a economia continuar penalizando os mais pobres e beneficiando o setor financeiro. Historicamente, o PT se posicionou como o partido da inclusão social, mas a atual política econômica levanta dúvidas sobre o compromisso do governo com essa bandeira.

Ao que tudo indica, a contradição de Haddad em relação aos juros pode se tornar um dos principais empecilhos da gestão Lula. Se não houver uma inflexão, o governo corre o risco de alienar sua base histórica e fortalecer o discurso oposicionista que acusa o PT de ter se rendido às elites financeiras –avisa Tony Garcia, que observa a movimentação das placas tectônicas nas vésperas de 2026.

Íntegra da carta do “Gramsci das Araucárias” para Lula

EXISTEM JUROS ALTOS DO BEM?

Presidente @LulaOficial, com todo respeito que lhe tenho, sinto-me na obrigação de apontar erros em seu governo que, não corrigidos, tem potencial para levá-lo à ruína.

A hipocrisia de seu principal ministro, Fernando Haddad, soa a deboche e desfaçatez com os mais pobres. As falas de Haddad hoje, apoiando a política do Banco Central em subir juros para conter a inflação, é idêntica à política do bolsonarista Campos Neto, criticado duramente por dois anos que presidiu o BC por todo o governo e o PT.

O que mudou presidente?

É de conhecimento público que toda a diretoria do BC, inclusive seu presidente, Galípolo, são seus indicados e de Haddad.

As críticas à Campos Neto eram apenas cortinas de fumaça como essa do consignado anunciado por Haddad para desviar o foco de seu apoio à subida dos juros?

Presidente, observe a incoerência de Haddad qdo sinaliza à Faria Lima que, além de continuar apoiando a alta dos juros, acena encher os cofres de seus banqueiros às custas do endividamento dos mais pobres com acesso facilitado ao consignado.

O consignado nada mais é do que empréstimo com RISCO ZERO para os bancos, cobrar juros escorchantes nesse tipo de empréstimo, é ROUBO a mão desarmada.

Haddad não está trabalhando para o Brasil e muito menos pela política defendida pelo PT historicamente. Haddad trabalha para ele e banqueiros da Faria Lima. Ponto.

Quando deixar o governo, com certeza terá emprego garantido por todo o sempre.

Haddad está pouco se lixando para o preço da carne, arroz, feijão, verduras, frutas, verduras, legumes, gás de cozinha, gasolina, aluguéis etc etc que não cabem mais no bolso dos pobres e da classe média.

A política errática de Haddad está no epicentro do terremoto que atinge a popularidade de Lula e seu governo como nunca visto antes.

Os pobres estão se tornando miseráveis, a classe média, pobre, os ricos, milionários, os milionários, bilionários.

Isso é política de inclusão?

Lula, continuando a bancar Haddad e Centrão em seu governo, definitivamente dará as costas para o povo que sempre o elegeu.

Não é justo penalizar a indústria e trabalhadores brasileiros, enchendo os cofres de banqueiros e políticos com dinheiro público.

DEFINITIVAMENTE, “NÃO EXISTEM JUROS ALTOS DO BEM!”

[Tony Garcia, Gramsci das Araucárias]

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