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Globo insiste em “regular” internet para impor ditadura da opinião única no país

A Rede Globo, mais uma vez, aproveita uma tragédia nacional para tentar empurrar sua agenda de regulamentação da internet e das redes sociais no Congresso Nacional. A emissora dos Marinho parece não desistir de concentrar a opinião pública em suas mãos, buscando impor uma visão limitada de liberdade de expressão que, na prática, favorece a ditadura da opinião única.

Não é de hoje que a Globo tenta, de forma insistente, emplacar projetos que visam restringir a pluralidade nas mídias digitais. Em momentos de comoção nacional, a emissora utiliza o discurso de combate ao ódio e à desinformação como pretexto para avançar com propostas que podem silenciar vozes dissidentes e independentes.

Antes de pensarmos em regular as redes sociais, é fundamental que o Congresso Nacional cumpra seu dever de regulamentar as mídias tradicionais corporativas, proibindo a propriedade cruzada dos veículos de comunicação. É hora de o governo Lula agir para impedir que grandes conglomerados midiáticos tenham influência desproporcional sobre a opinião pública e o mercado financeiro.

A censura e a limitação do acesso à informação são ameaças diretas à democracia. A suspensão arbitrária de contas em plataformas como o Twitter não apenas viola a liberdade de expressão, mas também restringe o direito constitucional da sociedade à informação diversa e plural.

Após as eleições de 2022, o governo Lula propôs regular a internet com base em três pilares: combater a concentração de mercado das empresas de tecnologia, garantir os direitos dos usuários e punir violações digitais. Além disso, havia a intenção de trazer transparência aos algoritmos das grandes plataformas, como Google, Facebook e TikTok.

Entretanto, a proposta de responsabilizar as plataformas pela remoção ágil de conteúdos considerados prejudiciais levanta preocupações legítimas. A mídia independente teme que essa medida possa ser usada para desmonetizar e silenciar canais menores, enquanto os grandes veículos continuariam impunes. Isso criaria um ambiente propício para a manutenção do monopólio da informação pelas grandes emissoras.

Não podemos permitir que, em nome do combate às fake news, sejam implementadas medidas que favoreçam apenas os grandes conglomerados midiáticos em detrimento da diversidade de vozes. A pluralidade de ideias é essencial para a saúde democrática do país.

Youtubers e jornalistas progressistas alertam para os riscos de uma regulamentação apressada e pouco debatida. É fundamental que essa discussão seja ampla, democrática e envolva todos os setores da sociedade, especialmente aqueles que serão diretamente impactados por essas mudanças.

O Blog do Esmael propõe a realização de um encontro nacional para que a mídia independente e progressista possa se inserir ativamente nesse debate. É momento de unir forças em defesa da liberdade de expressão e contra qualquer tentativa de instaurar uma ditadura da opinião única no Brasil.

A sociedade brasileira merece um ambiente informativo diverso, onde todas as vozes possam ser ouvidas e respeitadas. Somente assim poderemos construir uma democracia sólida e inclusiva, capaz de enfrentar os desafios atuais sem sacrificar os direitos fundamentais de seus cidadãos.

Portanto, não se engane, caro leitor: a Globo está tentando concentrar o mercado de publicidade digital e, para isso, usa o pretexto de combate às fake news para concentrar o budget [orçamento, em inglês] dos anunciantes brasileiros.

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