Em nota, Palácio Iguaçu nega existência de investigação ou de contratos sendo investigados “em caso de um funcionário específico”; “nada a ver com o processo de privatização”
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) tem direcionado suas investigações para a Celepar, levantando suspeitas sobre contratos sem licitação e possíveis irregularidades. O governo de Ratinho Junior (PSD) está em alerta máximo diante dessas investigações que podem comprometer a reputação da administração estadual e inviabilizar o sonho presidencial do mandatário estadual.
Denúncias de contratos sem licitação
O deputado Arilson Chiorato (PT), líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), denunciou a existência de contratos milionários sem licitação na Celepar. Segundo ele, esses contratos visam acelerar o processo de privatização da empresa, colocando em risco a segurança dos dados dos cidadãos paranaenses.
Funcionários da Celepar manifestam preocupação
Funcionários da Celepar expressaram preocupações sobre a privatização da empresa. Em comunicado, destacaram que a Celepar é uma empresa saudável, lucrativa e essencial para o estado, especialmente durante a pandemia. Eles temem que a privatização resulte em custos mais altos para o governo e comprometa a qualidade dos serviços prestados.
Implicações da privatização para os dados dos cidadãos
A possível venda da Celepar levanta questões sobre a monetização dos dados dos cidadãos. O presidente da empresa admitiu que a privatização pode levar à monetização desses dados, que atualmente são protegidos e utilizados para melhorar os serviços públicos. Isso gera preocupações sobre a privacidade e o uso ético das informações pessoais dos paranaenses.
A privatização da Celepar é um tema que exige atenção e debate público. As investigações do Gaeco e as denúncias de contratos sem licitação aumentam a necessidade de transparência por parte do governo. É importante que a sociedade paranaense participe dessa discussão para garantir que os interesses dos cidadãos sejam protegidos.
O outro lado, o lado do governo
A Secretaria de Estado da Comunicação do governo do Paraná, SECOM, contestou as informações do deputado Arilson Chiorato, publicadas pelo Blog do Esmael. “Isso diz respeito a um funcionário específico e não tem nada a ver com o processo de privatização”, diz o órgão. De acordo com o Palácio Iguaçu, “não há notícia de que o processo seja alvo de investigação, nem contratos que estão no escopo desse processo”.
Convidamos nossos leitores a compartilharem suas opiniões e preocupações nos comentários abaixo. Sua participação é fundamental para enriquecer este debate e assegurar que decisões importantes sejam tomadas com a devida consideração ao bem-estar público.
Matéria atualizada às 17h38, de 12/02/2025

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




