O empresário e ex-deputado estadual Tony Garcia, conhecido como o “Gramsci das Araucárias“, lançou um debate que promete movimentar os bastidores da política nacional neste início de 2025. Em artigo publicado nas redes sociais, Garcia defendeu o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, como sucessor natural do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2026.
A análise de Garcia é clara: Dino reúne atributos políticos, técnicos e intelectuais que o colocam como uma alternativa viável e competitiva dentro do campo progressista. Para ele, a trajetória de Dino – que já passou pelo Judiciário, Legislativo e Executivo – constrói uma narrativa robusta, capaz de enfrentar o bolsonarismo e pacificar divisões dentro da própria esquerda.
Aos 56 anos, Flávio Dino acumula uma carreira que poucos políticos possuem. Foi juiz federal, deputado, governador do Maranhão por dois mandatos, senador, ministro da Justiça e, atualmente, ocupa uma cadeira no STF. Cada função que assumiu deixou marcas visíveis: gestão eficiente, enfrentamento direto contra retrocessos sociais e uma capacidade única de articulação.
Segundo Tony Garcia, Dino não só foi o ministro mais eficiente do atual governo Lula, mas também um articulador hábil que trouxe visibilidade para as ações do governo federal. Sua saída para o STF, avalia Garcia, deixou uma lacuna que ainda não foi preenchida na política.
Embora o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seja frequentemente apontado como herdeiro político de Lula, Garcia pontua que Haddad enfrenta resistência dentro do próprio PT e em setores mais amplos da esquerda. Dino, por outro lado, transita com maior facilidade entre diferentes correntes progressistas e tem um discurso que pode dialogar com setores moderados do espectro político.
“Dino conta com uma simpatia enorme tanto dentro do PT quanto fora dele. É visto como o único nome capaz de construir alianças amplas para enfrentar o bolsonarismo”, escreve Garcia.

Para Tony Garcia, a candidatura de Dino pode trazer um respiro para a democracia brasileira. Ele acredita que Dino tem potencial para elevar o debate político, afastando-se do tom beligerante que marcou as últimas eleições. “O candidato para enfrentar o bolsonarismo tem de ser porreta”, cita Garcia, ao mencionar entusiastas próximos ao presidente Lula.
No entanto, para entrar na disputa presidencial, Flávio Dino precisaria renunciar ao STF. Esse movimento seria um passo arriscado, mas, segundo Garcia, necessário para quem deseja liderar o país em um momento tão desafiador.
A provocação lançada pelo “Gramsci das Araucárias” não deve ser ignorada. Dino surge como um nome forte, com história, experiência e habilidade política para unir um país que ainda vive sob as cicatrizes de uma polarização brutal.
Enquanto 2026 ainda parece distante, o tabuleiro político já começa a se movimentar – e Flávio Dino, pelo visto, está no centro das atenções.
Feliz 2025, como bem encerrou Tony Garcia. Agora, é torcer – e observar.
Aqui está a íntegra do artigo de Tony Garcia, o Gramsci das Araucárias:
FLAVIO DINO SERÁ O CANDIDATO DE LULA À SUA SUCESSÃO

Hoje, ministro do supremo, Flavio Dino reúne todas as condições possíveis e imaginárias para concorrer à presidência da república, mas, para isso, teria que renunciar ao cargo.
Com 56 anos e muito carismático, Dino já foi juíz, deputado federal, governador, senador, ministro de governo e hoje ministro do STF. Por onde passou, deixou a marca de sua personalidade forte, combativa e preparo excepcional, tanto político, quanto técnico e intelectual.
Foi de longe o melhor e mais atuante ministro de Lula enquanto no cargo. Político experiente, ágil e combativo, dava visibilidade enorme aos feitos do governo além do enfrentamento eficaz às críticas em quaisquer áreas governamentais.
Ao deixar o governo para assumir o cargo de ministro no STF, deixou uma lacuna aberta que não se fechou até hoje. Ganhou o supremo, perdeu o governo.
Lula gosta muito de Haddad, seria ele inicialmente o preferido para sucedê-lo, porém, o presidente já se deu conta das dificuldades para emplacar um candidato com rejeição enorme dentro do PT e na esquerda.
Dino, em caminho oposto, conta com simpatia enorme tanto dentro do PT como da esquerda. É visto como o único quadro dentro do campo progressista com condições de aglutinar apoios fora desse campo em alianças que possibilitem vencer as eleições.
“O candidato para enfrentar o bolsonarismo tem de ser porreta,” dizem os entusiastas “dinistas”próximos do presidente.
A participação de um candidato da estatura de Dino na disputa pela presidência, seria revigorante para a nossa combalida democracia.
Possibilitaria que a polarização emburrecedora, desse lugar às ideias que fazem uma falta enorme ao país.
Agora é torcer!
Feliz 2025.
Quem foi Antonio Gramsci

Antonio Gramsci (1891–1937) foi um filósofo, teórico político, jornalista e líder do movimento comunista italiano. Nascido na ilha da Sardenha, Itália, Gramsci é conhecido principalmente por suas contribuições teóricas sobre política, sociedade e cultura, desenvolvidas durante o período em que esteve preso pelo regime fascista de Benito Mussolini.
As ideias de Gramsci influenciaram profundamente o pensamento marxista e continuam relevantes em análises políticas, sociológicas e culturais. Sua teoria da hegemonia cultural é frequentemente usada para entender como ideologias dominantes são construídas e mantidas.
Gramsci permanece como uma figura central para estudiosos críticos, movimentos sociais e partidos de esquerda ao redor do mundo, especialmente por suas reflexões sobre cultura, poder e resistência em sociedades modernas.
Já Tony Garcia, o “Gramsci das Araucárias”, é um empresário, ex-deputado estadual do Paraná e uma figura conhecida nos bastidores políticos do estado e do páis. Sua trajetória é marcada por uma mistura de influência política, polêmicas e articulações nos bastidores do poder.
O apelido “Gramsci das Araucárias” surgiu de forma irônica, fazendo referência ao filósofo marxista italiano Antonio Gramsci, por sua habilidade em articular alianças políticas, influenciar cenários e compreender as complexas relações de poder na política brasileira.
O “Gramasci das Araucárias” é um conhecido desafeto do senador Sergio Moro (União-PR) e da antiga Operação Lava Jato.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




