O ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Felix Fischer morreu aos 78 anos em Brasília, após internação no Hospital Sírio-Libanês, e será velado nesta quinta-feira (26) no próprio STJ, com sepultamento às 14h30 no Cemitério Campo da Esperança.
Felix Fischer foi o relator de processos da Operação Lava Jato no STJ, uma das frentes judiciais que marcaram a década passada e deixaram cicatrizes institucionais no sistema de Justiça e na política brasileira.
Natural de Hamburgo, na Alemanha, Fischer nasceu em 30 de agosto de 1947, veio ao Brasil com a família e se naturalizou ainda criança. Formou-se em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
A carreira pública começou no Ministério Público do Paraná (MPPR), em 1974, como promotor substituto, até alcançar o cargo de procurador de Justiça em 1990. Em 17 de dezembro de 1996, chegou ao STJ na vaga destinada ao Ministério Público.
No tribunal, presidiu a Quinta Turma e a Terceira Seção antes de comandar o STJ no biênio 2012-2014, período em que também presidiu o Conselho da Justiça Federal (CJF). Em 2016, o tribunal registrava a marca de quase 115 mil processos julgados sob sua atuação.
O STJ informou que o velório ocorre na quinta-feira (26), a partir de 9h30, na sede do tribunal, em Brasília, e o sepultamento será às 14h30, no Campo da Esperança.
Felix Fischer deixa a esposa, Sônia, e quatro filhos.
Com isso, a morte de um relator central da Lava Jato recoloca em evidência o peso que a operação teve no Judiciário e no debate público do país, com decisões que influenciaram a política e o ambiente institucional na última década.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




