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Na noite deste sábado (21), os Estados Unidos romperam qualquer resquício de ambiguidade estratégica e lançaram um ataque fulminante contra três instalações nucleares críticas do Irã: Fordo, Natanz e Isfahan.
A ofensiva representa a entrada formal do governo Trump na guerra já em curso entre Israel e Irã — com potencial devastador para o equilíbrio geopolítico da região.
Segundo fontes do próprio governo americano ao New York Times, o bombardeio envolveu caças B-2 e submarinos lançando mísseis de cruzeiro e anti-bunker com capacidade de penetrar estruturas fortificadas sob montanhas.
Fordo: alvo principal da escalada bélica
Localizada dentro de uma montanha no centro do Irã, a instalação de Fordo é considerada uma fortaleza do programa nuclear iraniano. A estrutura só poderia ser neutralizada com o uso de bombas de 13.660 kg, algo que apenas os EUA dominam tecnicamente.
Seis caças lançaram bombas em pontos sequenciais da montanha. Fontes militares indicam que o objetivo foi “retirar Fordo da mesa de negociações” — e, segundo estimativas preliminares, conseguiram.
Autoridades iranianas afirmaram que o local já havia sido evacuado, em antecipação. A afirmação, porém, não foi corroborada por organismos internacionais.
Natanz: a espinha dorsal do enriquecimento de urânio
Principal centro de enriquecimento de urânio do Irã, Natanz já havia sido alvo de ataques anteriores por parte de Israel. O ataque americano intensificou os danos: a infraestrutura elétrica foi destruída e centenas de centrífugas podem ter sido comprometidas, segundo a AIEA.
O bombardeio foi coordenado com Israel, que já havia alvejado o local no início da semana, conforme confirmou o próprio exército israelense.
Isfahan: combustível nuclear e risco de catástrofe
O terceiro alvo foi o complexo de Isfahan, onde estariam armazenadas amostras de combustível com enriquecimento próximo ao grau bélico. Imagens de satélite mostram danos significativos.
Inspetores internacionais haviam visitado o local duas semanas antes dos ataques. Não se sabe se o combustível foi removido a tempo.
Se o material foi atingido, estima-se que o programa nuclear iraniano possa ter retrocedido até cinco anos — a menos que existam instalações paralelas ocultas, como sugerem analistas.
Trump celebra destruição: “retirada total das capacidades nucleares do Irã”
Em pronunciamento horas após os ataques, Donald Trump afirmou que os EUA haviam “completa e totalmente destruído” as capacidades nucleares do Irã. A retórica maximalista do presidente elevou a tensão com o Conselho de Segurança da ONU, onde o Irã exigiu uma reunião de emergência por violação da Carta da ONU.
A Organização de Energia Atômica do Irã confirmou os bombardeios e anunciou que vai processar os EUA em tribunais internacionais.
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Projeções e cenário: uma guerra sem freios?
A entrada formal dos EUA no conflito consolida uma coalizão de fato com Israel e fecha a janela diplomática aberta por europeus nas últimas semanas.
No vácuo da diplomacia, aumenta o risco de que o Irã radicalize sua posição e retome em velocidade máxima o programa nuclear — ou inicie retaliações diretas contra bases americanas no Oriente Médio.
A incógnita central agora é se Teerã possui de fato instalações nucleares secretas, como sugerem fontes ocidentais, capazes de sustentar o programa mesmo após a destruição de Fordo, Natanz e Isfahan.
Retorno à diplomacia, já!
Os ataques coordenados dos EUA contra os pilares do programa nuclear iraniano abrem uma nova fase na guerra — e colocam o mundo à beira de uma escalada imprevisível.
Trump pode até ter conseguido um triunfo tático, mas o custo estratégico será medido em anos, talvez décadas, de instabilidade.
É o momento de a ONU, o Brasil e os BRICS abandonarem o silêncio e exigirem o retorno à diplomacia. Porque quando as bombas falam, as democracias calam.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




