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Blog antecipou 6 meses antes efeito Trump que impulsionaria Lula

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A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (20) confirma uma tendência que o Blog do Esmael havia antecipado em fevereiro: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuperou fôlego graças ao chamado “efeito Trump”, fenômeno já registrado no Canadá com Mark Carney.

A previsão feita em fevereiro

Em 11 de fevereiro de 2025, o Blog publicou a análise “Trump ressuscita Trudeau no Canadá e pode impulsionar Lula no Brasil”. À época, lembrávamos que a retórica agressiva de Donald Trump havia salvo politicamente os liberais canadenses, que estavam em queda livre com Justin Trudeau.

O liberal Trudeau não continuou no cargo porque seu partido resolveu trocá-lo por Mark Carney, atual primeiro-ministro canadense, que aplicou uma acachapante derrota nos conservadores ligados a Trump.

A analogia era clara: se o Partido Liberal sobreviveu ao desgaste interno ao transformar Trump em inimigo externo, Lula poderia experimentar o mesmo caminho ao enfrentar o tarifaço de 50% imposto contra o Brasil.

Quaest comprova: desaprovação cai, aprovação sobe

Passados seis meses, a Quaest mostra que a desaprovação de Lula caiu de 57% em maio para 51% em agosto, enquanto a aprovação subiu de 40% para 46%. É a menor diferença entre os indicadores desde janeiro.

Segundo Felipe Nunes, CEO da Quaest, a percepção de queda nos preços dos alimentos e a postura firme de Lula diante de Trump explicam a melhora.

Ou seja, exatamente o que o Blog do Esmael previu em fevereiro: transformar o embate com Trump numa bandeira patriótica de defesa nacional.

Experiência internacional e a lição canadense

O caso canadense foi paradigmático. Quando Trump atacou Trudeau e insinuou que os EUA poderiam “comprar o Canadá”, a população reagiu com nacionalismo e devolveu sobrevida aos liberais. A mudança de liderança para Mark Carney consolidou esse sentimento e resultou em uma vitória esmagadora contra os conservadores aliados ao republicano.

No Brasil, a retórica de Trump sobre tarifas e ingerências externas, somada ao apoio explícito ao bolsonarismo, produziu efeito semelhante. O petista se reposiciona como defensor do Brasil contra um adversário externo.

O xadrez de 2026

Para a oposição, a jogada se torna arriscada. Associar-se a Trump é, cada vez mais, comprar desgaste político. Foi assim no Canadá e também na Austrália, onde conservadores alinhados ao republicano perderam terreno.

No Brasil, o Centrão e setores empresariais já tratam o “efeito Trump” como risco eleitoral. E no Planalto, a ordem é reforçar a mensagem patriótica: Lula como único capaz de enfrentar inimigos externos e internos.

Blog do Esmael acertou

O Blog do Esmael não errou: em fevereiro já víamos no horizonte a possibilidade de Lula se beneficiar politicamente da ofensiva de Trump. Agora, com a Quaest confirmando a recuperação do presidente, fica claro que o maior cabo eleitoral de Lula em 2026 atende pelo nome de Donald Trump.

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