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Datafolha vê empate técnico na véspera das eleições em SP

Nos votos válidos, Boulos tem 29%, seguido de Nunes e Marçal com 26%

Na véspera do primeiro turno das eleições para a Prefeitura de São Paulo, o cenário político se apresenta altamente competitivo e indeciso.

Segundo a mais recente pesquisa do Datafolha, Guilherme Boulos (PSOL) lidera com 29% dos votos válidos, seguido de perto por Ricardo Nunes (MDB) e Pablo Marçal (PRTB), ambos com 26%.

Essa disputa acirrada ressalta a competitividade da eleição, onde nenhum candidato se destaca de forma significativa, permanecendo dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

A pesquisa, realizada entre os dias 4 e 5 de outubro com 2.052 eleitores paulistanos, revela que 77% dos votantes estão decididos, enquanto 22% ainda podem alterar sua preferência.

Boulos mantém uma posição estável entre os eleitores que apoiam o presidente Lula (PT), alcançando 50% nesse grupo.

No entanto, enfrenta desafios para ampliar seu apoio entre os petistas tradicionais, especialmente entre os eleitores de baixa renda e moradores da periferia, segmentos historicamente favoráveis ao PT.

Pablo Marçal, o influenciador digital, enfrenta uma rejeição elevada de 53%, a maior entre os candidatos principais, comparada a 38% de Boulos e 25% de Nunes.

Essa rejeição é reflexo de suas táticas controversas durante a campanha, incluindo a publicação de um laudo médico falso que visava descreditar Boulos, associando-o ao consumo de cocaína.

A Justiça Eleitoral já determinou a exclusão dessas postagens e a suspensão de seu perfil nas redes sociais.

Além disso, a crítica mais contundente veio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que rotulou Marçal de “fofoqueiro” e pediu o voto útil em Nunes para evitar a vitória de um candidato de “extrema-esquerda”.

Ricardo Nunes, por sua vez, tem mostrado uma leve recuperação nas intenções de voto, passando de 24% para 26%.

Ele se beneficia do apoio da direita, especialmente dos eleitores bolsonaristas, embora sua liderança nesse grupo tenha sido reduzida recentemente.

A presença de Nunes como um potencial segundo colocado é importante para possíveis simulações de segundo turno, onde ele poderia enfrentar Boulos ou Marçal, dependendo dos votos que se consolidarem no dia da eleição.

Outro ponto relevante é a diferença entre votos totais e votos válidos.

A pesquisa do Datafolha foca nas intenções de votos válidos, excluindo brancos e nulos, que representam 5% e 3%, respectivamente, do total.

Para ser eleito, o candidato precisa obter mais de 50% dos votos válidos, o que torna o segundo turno uma possibilidade significativa, dado o atual impasse entre os três principais candidatos.

No segundo pelotão, Tabata Amaral (PSB) surge com 11% das intenções de voto, enquanto José Luiz Datena (PSDB) permanece com 4%.

Esses números refletem a fragmentação do eleitorado e a dificuldade dos candidatos de segundo turno em consolidar uma base sólida de apoio.

A dinâmica da campanha na reta final é marcada por tentativas de alianças estratégicas e apelos ao voto útil, especialmente entre os apoiadores de Bolsonaro.

Nunes tenta se posicionar como o candidato capaz de derrotar Boulos, enquanto Marçal busca ampliar seu apoio entre os eleitores de direita, apesar das críticas e da rejeição crescente.

Em resumo, a eleição para a Prefeitura de São Paulo está altamente disputada, com três candidatos principais em um equilíbrio delicado.

As próximas horas serão decisivas para definir os rumos da campanha.

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