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Após a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que proibiu a aplicação de leis estrangeiras no Brasil, a Faria Lima e a velha mídia corporativa entraram em colapso narrativo. Para os oligarcas do sistema financeiro, parece ser mais importante obedecer às sanções de Donald Trump do que defender a soberania nacional.
O estopim da crise
Dino decidiu na segunda-feira (18/08/2025) que bancos brasileiros estão proibidos de aplicar sanções impostas pelos Estados Unidos contra Alexandre de Moraes, ministro do STF. Ele fixou que instituições que descumprirem a regra estarão violando a soberania nacional.
O despacho surgiu em ação sobre Mariana e Brumadinho, mas acabou reverberando no coração da disputa diplomática entre Brasil e EUA.
Faria Lima e a velha mídia em pânico
Nas horas seguintes, oligarcas da Faria Lima e veículos da velha mídia dedicaram páginas inteiras e horas para sustentar que o Brasil deveria se curvar às sanções de Trump. A expectativa era de que o Banco do Brasil assumisse operações de Moraes e que, caso houvesse novas punições, a conta seria paga pelo país enquanto eles protegiam seus ativos no exterior.
Essa aposta de submissão caiu por terra com a decisão de Dino, que reafirmou: leis e atos administrativos estrangeiros não produzem efeito no território nacional sem chancela do Judiciário brasileiro.
Bancos e bolsonaristas falam a mesma língua
A reação dos bancos lembra, em muitos aspectos, a postura bolsonarista diante de Donald Trump. Assim como Jair Bolsonaro (PL) e seu filho, Eduardo Bolsonaro, costumam subordinar a política externa brasileira aos interesses da Casa Branca, a Faria Lima e a velha mídia tratam a lei americana como se tivesse primazia sobre a Constituição.
É o mesmo complexo de vira-lata: trocar soberania nacional por conveniência externa. Bolsonaro atacava o STF para agradar Washington; agora, os bancos tentam deslegitimar Flávio Dino e Alexandre de Moraes para obedecer às sanções impostas por Trump.
No fundo, banqueiros e bolsonaristas falam a mesma língua. Ambos desprezam as instituições brasileiras e constroem narrativas que colocam o Brasil em posição subalterna, seja por ideologia, seja por lucro fácil.
A reação de Trump e o risco aos bancos
O governo Trump respondeu de forma dura. O Departamento de Estado classificou Moraes como “tóxico para empresas legítimas” e disse que nenhuma corte estrangeira poderia anular sanções americanas.
A fala amplia a escalada diplomática, que já inclui tarifas de até 50% sobre exportações brasileiras e restrições de vistos a autoridades do governo Lula (PT).
Para o STF, no entanto, bancos brasileiros podem ser responsabilizados se tentarem executar ordens vindas de Washington. O precedente citado é o do X (ex-Twitter), suspenso em 2024 por descumprir decisões judiciais nacionais.
Bancos e bolsonarismo, tudo a ver
Ao insistirem que os interesses financeiros valem mais do que a Constituição, bancos e velhos jornais assumem papel de porta-vozes do colonialismo. O episódio mostra que, quando a democracia bate de frente com o lucro fácil, a velha oligarquia não hesita em escolher Trump.
O Blog do Esmael seguirá acompanhando os próximos capítulos dessa disputa entre soberania e submissão.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




