Governo declara estado de emergência após assassinato do aandidato presidencial do Equador, Fernando Villavicencio
A candidata apoiada pelo ex-presidente Rafael Correa nas eleições presidenciais do Equador em 2023 é a advogada e ex-congressista Luisa González, da frente Revolução Cidadã, que lidera a corrida com 44% das intenções de voto para a eleição no próximo dia 20 de agosto.
Dito isso, o assassinato de Fernando Villavicencio, quinto colocado na disputa, visa tumultuar a eleição que hoje é favorável ao correísmo, qual seja, à aliada do ex-presidente Rafael Correa.
Luisa González é considerada uma política de esquerda que defende políticas sociais e econômicas progressistas, da era Correa, ao tempo que ela é uma das principais críticas ao atual governo neoliberal do banqueiro Guilhermo Lasso.
Em um cenário chocante e trágico, o candidato presidencial do Equador, Fernando Villavicencio, foi assassinado, provocando uma onda de comoção e incerteza no país, que cria agitação na campanha eleitoral em curso.
O governo de extrema direita tomou medidas enérgicas para supostamente manter a estabilidade e a ordem pública.
Na quarta-feira (9/8), durante um comício político na cidade de Quito, ocorreu o trágico assassinato de Fernando Villavicencio, um candidato presidencial que também era conhecido por seu jornalismo polêmico e de ataques ao ex-presidente Rafael Correa, que governou o Equador entre 2007 e 2017.
Correa vive no exílio e atua na política equatoriana desde a Bélgica.

O tiroteio resultou na morte de Villavicencio e deixou nove pessoas feridas, gerando um impacto profundo na política equatoriana e na sociedade como um todo.
Respondendo a essa situação de crise, o presidente direitista Guillermo Lasso anunciou uma declaração de estado de emergência com uma duração de 60 dias.
Essa medida visa supostamente garantir a segurança das eleições iminentes, que estão agendadas para ocorrer dentro de 10 dias a partir do trágico evento.
O governo demonstrou uma abordagem ao envolver as Forças Armadas Equatorianas, que serão mobilizadas em todo o país durante o período do estado de emergência.
Lasso jura que o envolvimento dos militares tem o objetivo principal de assegurar a tranquilidade e a segurança durante o processo eleitoral.
Presidente Lasso também jurou o compromisso do governo em levar os responsáveis pelo assassinato de Fernando Villavicencio à justiça, garantindo que a investigação será conduzida com máxima seriedade e transparência.
Além disso, o governo neoliberal alertou contra qualquer tentativa de interrupção do processo eleitoral em virtude deste trágico evento.
Lasso disse que a segurança das eleições é uma prioridade absoluta e as medidas tomadas pelas Forças Armadas atestariam o comprometimento do governo em garantir a continuidade do processo democrático no país.
O governo equatoriano também prestou homenagem à memória de Fernando Villavicencio, declarando três dias de luto nacional.
Tido como um homem ligado ao oficialismo, Villavicencio era o quinto candidato mais bem colocado em pesquisas e surgiu no cenário político com ataques e fake news contra o ex-presidente equatoriano Rafael Correa.
Moral da história: o atentado no Equador favorece a extrema direita e visa barrar a volta da esquerda ao poder.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




