A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou nesta quarta-feira (13) a análise do recurso apresentado pela Química Amparo, dona da marca Ypê, contra a suspensão da fabricação, venda e uso de produtos da linha.
O presidente da agência, Leandro Safatle, retirou o caso da pauta na abertura da 8ª Reunião Ordinária. A nova análise ficou para sexta-feira (15).
Safatle disse que a Anvisa e a empresa têm feito reuniões técnicas para reduzir o risco sanitário. Segundo ele, a Ypê deve apresentar nesta quinta-feira (14) medidas para corrigir as falhas encontradas na fábrica.
Mesmo com a discussão em curso, a agência manteve o alerta para que consumidores não usem os lotes terminados em 1. A recomendação vale para os produtos listados na Resolução 1.834/2026.
Em nota, a Ypê afirmou que colabora com a Anvisa para encontrar uma solução definitiva para a suspensão da venda, comercialização e uso de lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes com final de fabricação 1.
A empresa disse ainda que apresentou atualização do plano de ação, laudos técnicos de microbiologia e análise de risco ao consumidor. Segundo a própria Ypê, pediu a manutenção da suspensão até a conclusão das medidas.
A Anvisa informou que a fábrica de Amparo intensificou o trabalho para cumprir 239 ações corretivas. A agência relaciona o caso a inspeções feitas em 2024 e 2025.
No dia 7, a Anvisa suspendeu a fabricação, a comercialização e a distribuição de lotes da marca Ypê com numeração final 1. A lista inclui detergentes, sabão líquido para roupas e desinfetantes.
A agência disse ter encontrado falhas em etapas críticas da produção, além de problemas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade. Um dos pontos citados foi a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, que pode causar infecções em pessoas com baixa imunidade.
Participaram da reunião Leandro Safatle, o diretor Daniel Pereira, o presidente da Ypê, Waldir Beira Júnior, e o COO Jorge Eduardo Beira. O caso segue em análise e a orientação oficial continua sendo de não usar os lotes atingidos pela suspensão.
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