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Aeronautas em greve, governo a culpa é sua

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) não conseguiu amolecer os líderes do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), que, em assembleia da categoria, decidiram manter a greve geral concocada para esta segunda-feira (19/12) nos principais aeroportos do país.

Em votação realizada online, os aeronautas da aviação regular rejeitaram a proposta para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho 2022/23, com 76,43% de votos contrários, 22,91% de votos favoráveis e 0,66% de abstenções. Participaram da deliberação 5.767 votantes.

A proposta intermediada pelo TST previa aumento real de 0,5%, no entanto, os trabalhadores a rejeitaram em votação virtual com 76,43% dos votos contrários.

Assim, o Sindicato dos Aeronautas convoca os aeronautas associados da aviação regular para greve, que será realizada nos aeroportos de São Paulo, Guarulhos, Campinas, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza, com paralisações diárias entre às 6h e às 8h da manhã.

Se os aeronautas estão em greve, o governo tem culpa nisso. É mais uma herança maldita que Jair Bolsonaro deixará para o sucessor.

O governo deixou as companhias aéreas cartelizarem o setor, impondo preços escorchantes nas passagens, flexibilizou os direitos trabalhistas e aviltou os salários dos trabalhadores nos últimos anos.

Além dos aumentos acima da inflação, os trabalhadores reivindicam pontos como a proibição de alteração dos dias de folga e o cumprimento dos limites já fixados do tempo em solo entre etapas de voos.

“É óbvio que um tripulante cansado e mal remunerado pode representar um risco à aviação”, alertou o presidente do Sindicato, Henrique Hacklaender.

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