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Minha Casa, Minha Vida abre faixa para classe média

A ampliação do Minha Casa, Minha Vida passou a alcançar famílias de renda intermediária que ficavam fora do subsídio e também longe do crédito barato do mercado. A Faixa 4, criada em abril de 2025 e ampliada em abril de 2026, atende renda mensal de R$ 9.600 a R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil.

É o caso da assistente jurídica Ananda Procópio, de Fortaleza (CE), que viu o sonho do primeiro apartamento esbarrar na entrada alta e nos juros do mercado. Com a nova regra, o financiamento ficou mais próximo da realidade de quem ganha demais para a ajuda maior do programa, mas ainda não consegue comprar sem apoio.

As mudanças foram aprovadas pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e regulamentadas pelo Ministério das Cidades. Na prática, a Faixa 4 não dá subsídio direto, mas oferece juros menores, prazo de até 35 anos e uso do FGTS na entrada, na amortização e no abatimento das parcelas.

O teto dos imóveis da Faixa 4 subiu de R$ 500 mil para R$ 600 mil, alta de 20%. Na Faixa 3, o limite foi de R$ 350 mil para R$ 400 mil.

Segundo o Ministério das Cidades, ao menos 87,5 mil famílias devem ser beneficiadas com a redução dos juros, sendo 8,2 mil novas famílias incluídas pela Faixa 4 e outras 31,3 mil pela Faixa 3. A Caixa Econômica Federal também informou aumento nas simulações e propostas após a mudança.

O governo Lula aposta na habitação como vitrine social e motor econômico. Desde 2023, o programa contratou mais de 1,9 milhão de unidades, com investimento público superior a R$ 300 bilhões, e a meta é chegar a 3 milhões de moradias contratadas até o fim de 2026.

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