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Tesouro Reserva estreia com aporte de R$ 1 e Pix

O Tesouro Reserva foi lançado nesta segunda-feira (11) como uma nova porta de entrada para pequenos investidores, com aplicação mínima de R$ 1, rendimento diário atrelado à Taxa Selic e resgate 24 horas por dia. No início, o produto ficará disponível apenas para correntistas do Banco do Brasil.

A aposta do Tesouro Nacional é disputar espaço com a poupança, os CDBs e as “caixinhas” digitais dos bancos e fintechs. O governo quer atrair quem deixa dinheiro parado na conta e ampliar a base de investidores pessoa física.

O novo título público funciona como um empréstimo ao governo em troca de remuneração. Segundo o Tesouro, a ideia é oferecer uma opção simples para reserva de emergência, com acesso pelo aplicativo e movimentação via Pix.

O rendimento seguirá a Selic, hoje em 14,5% ao ano. Com juros nesse nível, o Tesouro Reserva tende a render mais do que a poupança, que hoje paga 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial quando a Selic está acima de 8,5% ao ano.

O Tesouro Nacional informou que negocia a entrada de outras instituições financeiras na plataforma. A meta oficial é sair dos cerca de 3,4 milhões de investidores atuais e passar de 10 milhões nos próximos anos.

O produto não terá a chamada marcação a mercado, que faz o preço dos títulos oscilar no mercado. Em vez disso, o cálculo seguirá a marcação na curva, com juros contabilizados dia a dia e menos sustos no extrato do investidor.

Na prática, isso reduz a chance de o saldo aparecer menor em momentos de oscilação dos juros. Em títulos tradicionais, quem resgata antes do vencimento pode ganhar mais ou menos do que imaginava.

O Tesouro Reserva terá Imposto de Renda sobre os rendimentos, pela tabela regressiva da renda fixa: 22,5% até 180 dias, 20% entre 181 e 360 dias, 17,5% entre um e dois anos e 15% acima de dois anos. Também haverá cobrança de IOF nos resgates feitos nos primeiros 30 dias.

Até R$ 10 mil investidos, não haverá taxa de custódia da B3. Acima desse valor, a cobrança será de 0,20% ao ano. O limite máximo por pessoa será de R$ 500 mil.

O Tesouro Reserva também nasce para disputar o dinheiro que hoje vai para CDBs, LCIs e LCAs. Em muitos casos, esses produtos privados podem pagar mais, mas costumam impor prazos e regras diferentes para saque.

O governo aposta na combinação de baixo valor de entrada, liquidez e operação contínua para ganhar escala. O teste agora será saber se a simplicidade prometida vai convencer quem ainda prefere a poupança ou os produtos dos bancos.

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