Ministra das Relações Institucionais avalia que primeira-dama vira alvo da extrema direita por ser mulher forte
A primeira-dama Janja Lula da Silva se transformou no novo alvo preferencial da extrema direita. E o motivo, segundo a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, é direto como uma flecha: “Ela tem personalidade e opinião própria. E isso incomoda”.
Em entrevista exclusiva ao Blog do Esmael, Gleisi denuncia a estratégia de desqualificação que atinge Janja nas redes sociais e nos bastidores do poder. O padrão é conhecido — e machista: quando se trata de mulheres, em vez de debater ideias, preferem atacar a imagem.
“Não se faz um debate político com as mulheres. Se faz a desqualificação. É uma pena, porque isso empobrece a política brasileira”, afirmou Gleisi.
A ministra relembrou que ela própria já foi alvo de campanhas de ódio e misoginia. Agora, vê a história se repetir com Janja — justamente por ela ocupar um lugar ativo ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ousar ter ideias próprias.
“A Janja é forte, determinada, tem personalidade. Isso incomoda aqueles que não pensam como ela”, reforçou.
Janja atua ao lado de Lula não apenas como esposa, mas como uma figura de articulação política, cultural e social, com papel ativo em agendas nacionais e até representações internacionais. E é exatamente essa visibilidade — somada à sua voz firme — que a torna um alvo.
A estratégia da extrema direita não é nova: quando não conseguem vencer no campo das ideias, tentam deslegitimar no campo pessoal. Gleisi apontou que o mesmo ocorreu com outras lideranças femininas, como Dilma Rousseff e Manuela D’Ávila.
- Lula já defendeu a primeira-dama em diversas ocasiões, ressaltando sua contribuição ao governo.
- Parlamentares aliados denunciam que há uma tentativa organizada de silenciar mulheres com protagonismo.
- A própria Janja, nas redes, já rebateu críticas com firmeza — sem recuar de suas posições progressistas.
Janja fala, se posiciona e atua politicamente. Isso muda o jogo e revela como ainda é difícil para parte do Brasil aceitar mulheres que não se limitam ao papel decorativo no poder.
A ministra Gleisi reforçou que o governo está atento às campanhas difamatórias e que atua institucionalmente para defender a imagem da primeira-dama:
“A gente tem atuado muito para defendê-la e mostrar a importância que ela tem. Ao lado do presidente, ela representa o Brasil, inclusive no exterior.”
O recado é claro: Janja está longe de ser uma figura passiva. Ela exerce liderança simbólica e política, ajudando a moldar a imagem de um Brasil que precisa se reconciliar com a igualdade de gênero e o respeito às mulheres na política.
Tudo sobre Janja e os ataques da direita
Por que Janja é atacada pela direita?
Porque é uma mulher com opinião, forte e politicamente ativa, o que incomoda setores conservadores e misóginos.
Janja tem papel político no governo?
Sim. Apesar de não ocupar cargo formal, ela participa ativamente de pautas sociais e culturais, com presença frequente em agendas e eventos públicos.
Gleisi Hoffmann defendeu Janja?
Sim. Em entrevista ao Blog do Esmael, a ministra afirmou que os ataques contra Janja são machistas e revelam o incômodo com mulheres fortes na política.
Janja já respondeu publicamente aos ataques?
Sim. Em diversas ocasiões, Janja se posicionou em defesa dos direitos das mulheres e contra o discurso de ódio nas redes sociais.
O incômodo com Janja revela muito mais sobre o machismo enraizado no sistema político do que sobre ela mesma. O que está em jogo é o direito de mulheres falarem, opinarem e ocuparem espaços de protagonismo sem serem alvo de ódio.
O que você acha do papel da Janja no governo? Deixe sua opinião, compartilhe este conteúdo e acompanhe a íntegra da entrevista com Gleisi Hoffmann amanhã, sexta-feira (11), ao meio-dia, aqui no Blog do Esmael!
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




