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Requião planeja estratégia surpreendente: a disputa por uma vaga de vereador em Curitiba; descubra os motivos por trás dessa jogada

O ex-governador do Paraná, Roberto Requião (PT), 82 anos, está sendo sondado para concorrer à Câmara Municipal de Curitiba. Além de ter comandado o Palácio Iguaçu por três vezes, ele já foi prefeito da capital paranaense, deputado estadual e senador da República. No entanto, Requião ainda não foi vereador na cidade que nasceu.

Mas é importante o leitor entender o sentido estratégico nessa jogada de Requião, que é um dos políticos mais experientes do país.

Muito provavelmente, o senador Sergio Moro (União-PR) terá o mesmo destino do ex-deputado Deltan Dallagnol (Podemos-PR), a cassação, de acordo com os principais juristas ouvidos pelo Blog do Esmael. Caso o ex-juiz perca o mandato, uma nova eleição suplementar para o Senado seria convocada para acontecer junto com a corrida pela Prefeitura de Curitiba em 2024.

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Requião Filho anunciou pré-candidatura ao Senado, caso haja eleição suplementar no Paraná.

Dito isso, o deputado Requião Filho, líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), já se anunciou como pré-candidato a senador nessa possível eleição suplementar. O nome do pai, Requião, tem peso político muito grande no estado. O resultado eleitoral de 2022 dizia respeito a uma conjuntura específica, que não retrata a capilaridade do ex-governador.

Além disso, Requião pode se relançar protagonizando um ‘case’ jamais visto antes no Brasil: a possibilidade de eleger um senador e um prefeito de capital ao mesmo tempo. Nesse cenário, o deputado estadual Arilson “Lula da Silva” Chiorato concorreria à Prefeitura. Chiorato, que é presidente do PT no Paraná, inclusive, já está providenciando a transferência do título para Curitiba, onde trabalha há cinco anos.

Polêmica sobre pedágio gera bate-boca na ALEP; Arilson Chiorato vai para o ataque. Foto: Dálie Felberg/ALEP
Arilson “Lula da Silva” Chiorato se coloca como pré-candidato a prefeito de Curitiba. Foto: Dálie Felberg/ALEP

No PT curitibano, o número de pré-candidatos a vereador disparou em Curitiba. Existe até uma “fila de espera” devido à possibilidade da candidatura de Roberto Requião à Câmara. Estima-se que a linha de corte de votos na chapa da Federação Brasil Esperança (PT, PCdoB e PV) seja a mais baixa dentre todas as demais concorrentes – haja vista o potencial de voto do ex-governador, cuja marca é mais conhecida que a Coca-Cola na capital.

A favor dessa jogada de Requião, existem algumas experiências bem-sucedidas de políticos que já ocuparam cargos maiores e não titubearam em recomeçar. Por exemplo: Eduardo Suplicy, em São Paulo; Zeca do PT, no Mato Grosso; Lindbergh Farias, no Rio de Janeiro; Saturnino Braga, também no Rio; entre outros.

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