Arrependido, cantor Fagner diz que Bolsonaro tem uma atuação ridícula

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Se arrependimento matasse, o cantor e compositor Fagner, de 72 anos, já estaria mortinho da Silva. É o que ele diz numa entrevista ao Globo, publicada nesta terça-feira (15).

Fagner diz que não apoia a forma com que o presidente Jair Bolsonaro conduz o país, embora tenha feito campanha para o mandatário nas eleições de 2018.

Com quase dois anos de mandato, arrependido, Fagner diz que a atuação do Bolsonaro é ridícula.

Segundo o artista, ninguém está precisando ouvir as loucuras que ele fala, mas de paz.

“Ele tem é que trabalhar pelo Brasil. A maneira como se comporta não é a de um presidente. Quero que governe! Nunca fui petista. Mas já votei em Lula. Mesmo quando eu era filiado ao PSDB. Tivemos uma relação próxima. Mas todos nós nos decepcionamos”, disse na entrevista, socializando com “todos” a culpa pelo desgoverno.

O cantor Fagner conta que nas últimas eleições amigos dele estamparam decalques do candidato do PT Fernando Haddad e aí “foi uma confusão”.

“Aí fiz um vídeo declarando meu apoio a Bolsonaro. Conheci ele no avião. Se fotografou comigo dizendo que era para a mulher, mas publicou no Instagram. Fiquei meio assim… Ele queria que eu descesse com ele em uma manifestação que o esperava. Falei que estava comprometido com o Ciro Gomes. No dia que Bolsonaro ganhou, eu disse: ‘Agora, você é o presidente, tome conta do Brasil’. Nunca mais estive com ele. Cantei o Hino Nacional na posse do (Luiz) Fux (Supremo Tribunal Federal), e Bolsonaro mal olhou para mim. Estou pouco ligando”, justificou-se.

Antes de tudo, para localizar o leitor, Fagner é mais amigo do ex-ministro Sergio Moro que do presidente Bolsonaro. Inclusive, o cantor ficou bastante magoado pela saída do ex-juiz da Lava Jato do governo, o que lhe fez ficar mais arrependido ainda pelo apoio ao presidente.

Uma prova de que Fagner, Moro e Bolsonaro são tudo farinha do mesmo saco é a percepção deles, uníssona, de que o sinistro da Economia, Paulo Guedes, faz um bom trabalho para o país. “Não há como não tirar o chapéu [para Paulo Guedes]”, disse, mas dispara contra o presidente: “esse deboche com que Bolsonaro se dirige à nação é inadmissível; votei para que tocasse o Brasil, não para falar besteira”.

É a economia, estúpido!

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