Instituto Lula diz em nota que é ‘parceiro antigo’ de Programa da ONU vencedor do Nobel da Paz

O Instituto Lula segue capitalizando parte do Prêmio Nobel da Paz 2020 anunciado nesta sexta-feira (9) para o Programa de Combate à Fome da ONU.

Em comunicado em seu site, o Instituto Lula afirma que é um parceiro de “primeira hora” do WFP (World Food Programme) no combate à fome há muito tempo.

O Instituto lamenta na nota que o intercâmbio das nações mais pobres da África e América Latina com o Brasil foi interrompido com o golpe, em 2016, que derrubou a presidenta Dilma Rousseff.

“A crise no preço do arroz, que já aumentou 20% só nos nove primeiros meses deste ano, é só mais uma faceta dessa nova política”, diz o documento. “O atual governo e seu propalado Estado mínimo não fez nada quando era evidente que haveria falta do produto, e agora a conta sobra para o consumidor pagar”, critica.

Para o Instituto Lula, “todos aqueles que lutam por um Brasil e um mundo sem fome se sentem ganhadores com o Prêmio Nobel da Paz anunciado hoje.”

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Abaixo, leia a íntegra da nota oficial do Instituto Lula (com vídeo):

“Prêmio Nobel da Paz, PMA é parceiro de longa data do Instituto Lula

O Programa Mundial de Alimentos da ONU recebeu hoje o Prêmio Nobel da Paz. Este é o reconhecimento a um dos mais importantes programas de combate à fome em todo o planeta. O Instituto Lula parabeniza o PMA e comemora junto essa conquista de um parceiro de primeira hora no combate à fome.

Desde sua fundação em 2011, o Instituto Lula teve como missão o intercâmbio de experiências no combate à fome e à miséria. Nesse período, o Programa Mundial de Alimentos transformou seu escritório no Brasil no Centro de excelência no combate à fome, gerido pelo economista Daniel Balaban. Entre as diversas parcerias, em 2014 o Instituto Lula e o Programa Mundial de Alimentos assinaram um convênio de parceria na promoção da experiência brasileira em políticas sociais de combate à fome.

Naquele período, o Brasil era um exemplo mundial no combate à fome e à miséria. Delegações estrangeiras, especialmente da África e América Latina vinham ao país conhecer as tecnologias que possibilitaram que 36 milhões de pessoas saíssem da linha de pobreza. Mas desde o golpe que tirou a presidenta Dilma Rousseff do poder, as prioridades do governo mudaram radicalmente e o país que era exemplo mundial hoje está de volta ao mapa da fome.

A crise no preço do arroz, que já aumentou 20% só nos nove primeiros meses deste ano, é só mais uma faceta dessa nova política. O atual governo e seu propalado Estado mínimo não fez nada quando era evidente que haveria falta do produto, e agora a conta sobra para o consumidor pagar.

Por tudo isso, e por conhecer de perto o trabalho do PMA, todos aqueles que lutam por um Brasil e um mundo sem fome se sentem ganhadores com o Prêmio Nobel da Paz anunciado hoje.”

Assista ao vídeo no qual Daniel Balaban, diretor do Centro de excelência no combate à Fome do PMA falou sobre Lula e o trabalho do Instituto em 2015:

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