Bolsonaro e Maia se reúnem para ‘ferrar’ o povo na pandemia; Guedes não foi

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O presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se reuniram no Palácio da Alvorada na manhã desta segunda-feira (5). Na pauta do encontro foi discutido como tirar mais dinheiro dos pobres e dos servidores públicos com novo arrocho fiscal.

“É preciso resolver os gatilhos imediatamente. Temos pouco tempo para solucionar os problemas. Temos que unir esforços para resolver a situação fiscal do país”, declarou Maia.

Traduzindo: Maia quer mais cortes nos direitos dos servidores, inclusive com redução nos salários do funcionalismo, cortes e remanejamentos nos programas sociais existentes -, entre outras medidas de arrocho fiscal.

Na visão do presidente da Câmara, é preciso pensar em medidas referentes à situação fiscal para pensar no Renda Cidadã, por exemplo. “A solução do Renda Cidadã tem que ser posterior à solução do teto de gastos. Isso é necessário para garantir que as despesas ficarão controladas nos próximos 24 meses”, disse.

Participaram do encontro os ministros da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos e do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, além do senador Márcio Bittar (AC), relator da PEC Emergencial.

Em processo de fritura, o ministro da Economia, Paulo Guedes, não foi convidado para o encontro no Planalto.

Resumo do encontro em bom português: Bolsonaro e Maia combinaram como preservar o teto dos gastos (Emenda Constitucional 95), os ganhos dos mais ricos e brutal arrocho no funcionalismo público. Em troca falam de uma futura “Renda Cidadã” no lugar do Bolsa Família.

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Brasil ultrapassa 146 mil mortes e tem quase 5 milhões de casos de Covid-19

O Brasil atingiu a marca de 146.352 mortes e 4.915.283 casos de Covid-19 neste domingo (04). Ainda segundo o Ministério da Saúde foram registrados 8.456 novos diagnósticos nas últimas 24 horas e 365 no óbitos no mesmo período.

Quadro da doença nos estados:

– São Paulo lidera as estatísticas nacionais, com 1.003.902 diagnósticos;
– Em seguida, Bahia com 315.440;
– Minas Gerais com 307.199;
– Rio de Janeiro com 271.701;
– Ceará com 242.873;

São Paulo lidera também no número de mortes (36.178). Depois estão Rio de Janeiro (18.769), o Ceará (9.051), Pernambuco (8.333) e Minas Gerais (7.569). Desde o início da pandemia, 4.263.208 pessoas já se recuperaram.

Números no mundo

O mundo chegou a 35.025.996 de casos e 1.035.208 mortes neste domingo.

– O Brasil tem uma taxa de 68,7 mortos por 100 mil habitantes;
– Estados Unidos têm o maior número absoluto de mortos 209.787 e 63,7 mortos para cada cem mil habitantes;
– Reino Unido 42.404 e 63,2 mortos para cada cem mil habitantes;
– México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos e já contabiliza 78.808 óbitos, tem 59,7 mortes para cada 100 mil habitantes.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena muito mais rígida, o índice é de 46,2 mortes por 100 mil habitantes.