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Bolsonaro, com medo de protestos, reavalia ida ao Fórum Econômico de Davos


O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), está reavaliando sua presença no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, no final do mês de janeiro. A viagem estava praticamente confirmada, mas passou a ser dúvida nos últimos dias após o aumento da tensão no Oriente Médio, com o ataque dos Estados Unidos que vitimou o general iraniano Qassem Soleimani.

Após uma reunião no Ministério das Minas e Energia, nesta segunda-feira (6), Bolsonaro declarou que “o mundo tem seus problemas, questão de segurança. Pode ser, de acordo com o que acontecer até lá, a gente acompanha, geralmente via GSI, via Abin e até via Polícia Federal, e outras fontes, o que acontece no mundo.”

Ao alegar a questão da segurança, Bolsonaro tentar esconder o fracasso da sua participação na reunião do Fórum de Davos de 2019, onde teve uma atuação pífia e errática, sem efeitos concretos para o país. Além disso, o presidente teme protestos por conta de sua política ambiental desastrosa, que favorece o desmantamento da Amazônia e o agronegócio predador.

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O planejamento da viagem prevê saída de Brasília no dia 20 e participação no Fórum Econômico Mundial no dia 22, informa a agência EBC.