Comissão Arns repudia violência da PM na comunidade de Paraisópolis

Publicado em 3 dezembro, 2019

Protesto em Paraisópolis na noite deste domingo (1°).

A Comissão Arns de Direitos Humanos divulgou nesta terça-feira (3) uma nota de repúdio sobre a morte de nove jovens na comunidade Paraisópolis, ocorrida na madrugada de domingo, após uma ação repressiva da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

A entidade também pede que as “investigações sobre o caso devem ser levadas a cabo de forma transparente e eficaz, com o objetivo de que se faça uma apuração completa das responsabilidades”.

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Leia na íntegra a nota Pública da Comissão Arns de Direitos Humanos:

Nota 10# – Repúdio à violência policial na comunidade de Paraisópolis

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns vem a público expressar seu estarrecimento com a morte de 9 adolescentes e jovens na comunidade de Paraisópolis, Zona Sul da capital paulista, sob responsabilidade da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

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Os integrantes da Comissão Arns prestam total solidariedade aos familiares de Denys Henrique Quirino da Silva, 16 anos; Marcos Paulo Oliveira dos Santos, 16 anos; Gustavo Cruz Xavier, 14 anos; Dennys Guilherme dos Santos Franca, 16 anos; Gabriel Rogério de Moraes, 20 anos; Bruno Gabriel dos Santos, 22 anos; Eduardo Silva, 21 anos; e Mateus dos Santos Costa, 23 anos. E manifestam a mais profunda indignação com a absoluta falta de respeito à pessoa humana demonstrada pelos agentes do Estado.

A Comissão Arns deliberou que acompanhará de muito perto as investigações sobre o caso, que devem ser levadas a cabo de forma transparente e eficaz, com o objetivo de que se faça uma apuração completa das responsabilidades.

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A Comissão Arns também levará sua indignação ao governador do Estado de São Paulo, assim como ao Procurador Geral de Justiça e ao Defensor Público Geral, para que medidas concretas sejam tomadas de forma que episódios de graves violações de direitos humanos como esse não se repitam.

Por fim, a Comissão Arns conclama todos os setores da sociedade para que digam um basta ao arbítrio e à violência do Estado, que se atinge sobretudo a população jovem e negra que habita as periferias brasileiras.

Episódios como esse violam direitos e desonram a autoridade pública e os agentes de aplicação da lei.