Bolsonaro é movido à injúria, calúnia e difamação, diz deputado petista

Publicado em 17 dezembro, 2019
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O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) criticou em plenário, nesta segunda-feira (16), o anúncio feito pelo presidente Bolsonaro (sem partido) de que poderá vetar o item do pacote anticrime que aumenta a pena para crimes contra a honra – calúnia, difamação, injúria – cometidos na internet. “O que nós aprovamos aqui foi correto, mas é óbvio que o presidente Bolsonaro vai vetar e anunciou que veta. E veta, porque ele provavelmente seria o primeiro a ser punido por essa lei. É impressionante como ele faz injúria, calúnia e difamação”, argumentou.

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Rogério Correia explicou que a internet tem que ser livre, ter liberdade. “Mas isso não significa que, dentro da Internet, as pessoas possam cometer crimes. Isso tem que evidentemente ser punido”, defendeu, enfatizando que as fake news, as mentiras, injúrias, calúnias e difamações fazem com que as pessoas, vendo uma mentira, possam pensar que aquilo seja uma verdade, e isso vai destruindo reputações.

82 mentiras de Bolsonaro
O deputado do PT mineiro relembrou que, em 60 dias de governo, o presidente Bolsonaro falou 82 mentiras. “Então, a cada 2 meses, 82 mentiras que o Bolsonaro fala. Eu fui lembrando algumas. Ele inventou o ‘kit gay’, a mamadeira erótica durante a campanha eleitoral ainda, disse que foi o Greenpeace que jogou óleo para sujar as praias do Nordeste, que as ONGs colocaram fogo na Amazônia. Ele vai inventando mentiras”, citou.

Hoje, continuou Rogério Correia, o presidente injuriou Paulo Freire. “Ele deveria lavar a boca para falar de Paulo Freire. Paulo Freire é o escritor brasileiro mais lido no exterior, uma pessoa adorada. Ele pode até discordar das questões políticas e ideológicas, um presidente da República do Brasil chamar uma pessoa como Paulo Freire de energúmeno, mostra que ele, sim, é um energúmeno, que teme as leis. E por isso veta para continuar falando as mentiras que ele fala”, protestou.

Correia relembrou ainda que outro dia Bolsonaro imitou a voz do ex-presidente Lula. “Esse é papel de um presidente da República?”, indagou. Ele afirmou que Bolsonaro faz isso para fomentar o ódio, a discordância e a polarização não pelo debate, o bom debate, mas a polarização pelo fake news. “E é assim que Bolsonaro governa, ele arregimenta quem concorda com essas questões que ele coloca de maneira imprópria e procura dali fazer o seu eleitorado, mas sem nenhum debate político mais sincero e mais profundo”, concluiu.

As informações são do PT na Câmara.

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