Intercept: Bolsonaro tem diabólico plano de destruição da Floresta Amazônica

No dia em que ocorre a Greve Global pelo Clima, o site The Intercept Brasil revela mais um plano diabólico do presidente Jair Bolsonaro: destruir a Floresta Amazônica sem dó nem piedade.

De acordo com a reportagem do Intercept, publicada nesta sexta-feira (20), o diabólico plano consiste em explorar riquezas, extrair minério, facilitar a intervenção de mega corporações, fazer grandes obras, ocupar terrenos cultiváveis e atrair novos habitantes. É o projeto mais ousado desde a ditadura militar – e a palavra “preservação” não parece fazer parte do seu escopo.

Ainda revela a repórter Tatiana Dias que o nome do projeto concebido por Bolsonaro é “Barão de Rio Branco”, conhecido diplomata brasileiro. O conteúdo do plano teria sido apresentado pelo governo em reuniões fechadas para autoridades e empresários.

O Intercept afirma obteve de uma fonte anônima documentos inéditos e a gravação de uma dessas reuniões e revela com exclusividade o plano de Bolsonaro para a exploração da Amazônia. Por trás dele, relata a reportagem, há ideias mirabolantes – como o temor de uma suposta invasão de chineses pela fronteira do Suriname e a ideia de que a região deve representar metade do PIB nacional.

Na visão da gestão Bolsonaro, a população tradicional — indígenas e quilombolas — são um empecilho à presença do estado no local. Segundo o projeto, a “situação econômica do Brasil”, aliada aos paradigmas do “indigenismo”, “quilombolismo” e “ambientalismo” eram entraves do passado.

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“O material ao qual tivemos acesso ajuda a compreender o que embasa essas ideias: o temor dos militares de que o Brasil perca o controle da Amazônia – seja por ações indiretas que visam enfraquecer o estado no local ou por invasões territoriais.”

O Intercept declina um áudio gravado durante uma reunião em abril em que o Secretário Especial de Assuntos Estratégicos, general Santa Rosa, detalha sua preocupação com a soberania na região: “Na fronteira oeste da Sibéria tem mais chinês hoje do que cossaco. A Rússia está acordando para um problema de segurança nacional muito sério. Nós temos que acordar aqui antes que o problema ocorra”.

“A Amazônia protagonizou a maior crise internacional no governo Bolsonaro até agora. Por causa do desmatamento recorde e das queimadas de grandes proporções, autoridades estrangeiras têm mostrado preocupação sobre a eficiência do Brasil em cuidar da maior floresta tropical do mundo”, diz o texto do site fundado pelo jornalista norte-americano Glenn Greenwald.

Para o Intercept, não resta dúvidas de que, mais do que nunca, a floresta está em risco. “A intensificação das queimadas aliada ao plano do governo são sinais de uma ameaça feroz.”

Ao final da reportagem, o chega-se à conclusão de que a ocupação predatória da Amazônia parece ser uma das principais pautas de Bolsonaro.