Servidores do ICMBio relatam perseguição

Os servidores do Instituto Chico Mendes (ICMBio), que completou 12 anos na quarta-feira (28), relatam perseguição política por parte da direção do órgão que está toda militarizada.

No aniversário da instituição, os servidores iniciaram uma comemoração que logo foi encerrada por ordem do presidente, o coronel da Polícia Militar de São Paulo Homero de Giorge Cerqueira.

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“A gente utilizou a parte aberta, não usamos as instalações propriamente ditas do ICMBio. É um processo absolutamente democrático, amparado na Constituição. O presidente não está dialogando conosco, faz dias que nós pedimos uma reunião com ele. Há um ambiente de perseguição dos servidores”, relata Rogério Egewarth, da diretoria da Associação Nacional de Servidores da Carreira de Especialista de Meio Ambiente (Ascema).

Elizabeth Uema, também da Ascema, diz que desde o início do governo as declarações e ações do Planalto e da direção do Ministério do Meio Ambiente vão no sentido de impor “mordaças” e de “atacar a autonomia” dos órgãos ambientais: “Ocorrem fatos de intimidação dos servidores, inclusive para coibir o exercício de suas atribuições, principalmente em relação à fiscalização”.

Alexandre Gontijo, presidente da Asibama-DF disse que “muitas vezes o governo tenta passar a ideia que os servidores agem por alguma ideologia. Nosso trabalho se pauta pela legislação ambiental e pelos dados técnico-científicos, que muitas vezes têm sido negados pela direção dos órgãos. Nos parece que a ideologia existe de cima para baixo”, critica.

Com informações e foto do Brasil de Fato.