Moro leva sabugada na Câmara, ‘pero no mucho’

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, levou uma sabugada nesta terça-feira (19). Nem o FBI, nem a CIA ou a Federal conseguiram evitar esse estado de coisas.

O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), congelou o projeto punitivista do ex-titular da lava jato ao criar um “grupo de trabalho” para, dentro de 90 dias, sintetizar todos os projetos correlatos em tramitação.

Se o ministro da Justiça entrou na “geladeira”, por óbvio, existiu algum ‘motivo político’ que explica isso ao distinto público.

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Na prática, mais do que dar uma sabugada em Moro, o presidente da Câmara limpou a área para que outro projeto mais perverso ainda entre em pauta: a reforma da previdência — o fim da aposentadoria.

“O modelo previdenciário brasileiro é o alemão, surgido no início do século XX, cuja premissa era: os ricos viveriam de suas fortunas, heranças e rendas; os trabalhadores e operários, que só tinham a força de trabalho, seriam segurados pela sociedade para evitar revoluções sociais”, explica o ex-senador Roberto Requião (MDB-PR), estudioso do tema.

Resumo da ópera: Moro levou uma sabugada na Câmara, ‘pero no mucho’ — como dizem os castelhanos; tratou-se de uma esperteza do governo Bolsonaro.

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