Superintendente critica a permanência de Lula na PF

Após a segunda condenação proferida na última quarta-feira (6) pela juíza Gabriela Hardt, a permanência do ex-presidente Lula (PT) na prisão da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba têm sido tema de debate na instituição. Informa nesta sexta-feira (8) o jornal Folha de São Paulo. 

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Segundo a reportagem, o atual superintendente da PF no Paraná, Luciano Flores de Lima, fez ressalvas à manutenção do ex-presidente no local. 

“A polícia judiciária não foi feita para cuidar de preso. Presos têm que estar em penitenciárias ou casas de detenção provisória”, afirmou Lima.  

“Cada instituição tem sua atribuição. A atribuição da PF é investigar. Se o Poder Judiciário decidir por [transferir Lula a] um lugar mais adequado, vai aliviar um pouco para os policiais que hoje estão dedicados à sua custódia”, completou. 

De acordo com matéria, agentes de outros estados têm sido destacados exclusivamente para fazer a custódia do ex-presidente, o que incomoda membros da instituição. O petista está em uma sala especial, separada da carceragem, que é monitorada 24 horas por dia.  

A reportagem destaca que se mantidas as penas nas instâncias superiores, o ex-presidente só teria direito de progredir para o regime semiaberto após quatro anos. Depois de passar ao semiaberto, ainda precisaria cumprir mais um sexto da pena restante para migrar ao regime aberto. Entretanto, ele é réu em outros processos, que podem gerar novas condenações e, consequentemente, aumentar o tempo para a progressão de regime. 

Ainda segundo a reportagem, apesar de não concordar com a permanência de Lula no local, Lima ressalta que a PF não deve pedir à Justiça sua transferência para outro local.

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