Executivo envolvido no propinoduto da Globo é assassinado no México

O executivo Adolfo Lagos, vice-presidente de telecomunicações do grupo mexicano Televisa, foi assassinado neste domingo (19), quando viajava de bicicleta por uma rodovia do Estado central do México, informou hoje (20) o Ministério Público daquele país.

Lagos estava no olho do furacão do escândalo em que o Grupo Televisa e a brasileira Globo participaram de uma propina de 15 milhões de dólares para um executivo da Fifa visando assegurar direitos de transmissão para as Copas de 2026 e 2030.

O executivo da Televisa é o segundo a morrer após a Justiça dos Estados Unidos tomar depoimentos acerca do propinoduto de Televisa, Globo e Fox Sports. O advogado argentino Jorge Delhon, que trabalhava para o programa de TV estatal Futebol para Todos, cometeu suicídio na noite de terça-feira, horas após de vir à tona que ele recebera propina.

A principal testemunha da justiça norte-americana sobre subornos e propinas na Fifa é Alejandro Burzaco, ex-chefe da companhia de marketing esportivo Torneos y Competencias.

De acordo com agências internacionais de notícias, Lagos, de 69 anos e ex-diretor do Banco Santander, estava viajando de bicicleta na estrada que conduz às pirâmides de Teotihuacán quando ele foi ferido por armas de fogo por estranhos e levado para um hospital “onde infelizmente morreu”, disse o Ministério Público do Estado do México.

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