PT vive drama sobre o impeachment de Temer

Na próxima quarta-feira (2) a Câmara votará o impeachment do ilegítimo Michel Temer (PMDB). É aí que surge o drama da bancada do PT, formada por 58 deputados.

Se Temer for impichado na semana quem, hipótese hoje remota porque ele tomou “medidas” ao longo dos últimos dias, assume o cargo o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), tão ruim e tão suspeito de corrupção na lava jato quanto o ilegítimo.

Também corrobora com o drama petista o fato de Temer, caso continue, se arrastará até 2018, o que facilitaria a volta do partido ao Palácio do Planalto.

Se Maia assumir a cadeira de presidente dificilmente a largará. Ele é capaz de suspender a eleição presidencial do ano que vem para ficar com a faixa presidencial por mais um pouco…

O dilema do PT é ‘votar pela saída de Temer’ ou ‘não reconhecer a sessão faltando à votação’?

A dúvida é política porque, dependendo do rumo que tomar, sinaliza uma coisa para a sociedade.

A escolha de Sofia, isto é, a escolha do PT é um drama não só para o partido como também para todo o país.

Os petistas já viveram dilema parecido na Constituinte de 1988, quando, na redemocratização, eles votaram contra a Assembleia Exclusiva e negaram-se a homologar a Carta Magna.

Mais importante do que deixar ou tirar Temer é quebrar a ‘lógica da maioria’ do ilegítimo no Congresso Nacional, pois não faz sentido compactuar com quem quer que seja na subtração de direitos e no desmonte do Estado Social.

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