Golpe divide em ódios o país

Fotos: divulgação/MÍDIA NINJA.

Fotos: divulgação/MÍDIA NINJA.

Vereador curitibano Jorge Bernardi (REDE), ao observar a divisão do país, em virtude do golpe, vê possibilidade de retorno da presidente eleita Dilma Rousseff caso o governo interino de Michel Temer não consiga resolver a política econômica. Colunista se diz preocupado com a Lava Jato, que, segundo ele, corre risco de terminar em pizza. “O presidente Michel Temer e sete de seus ministros são acusados,  por delatores,  de terem recebido propina de empreiteiras investigadas na Lava Jato”, anota o parlamentar, que torce para o TSE cassar a chapa Dilma-Temer e convoque novas eleições. Abaixo, leia, ouça, opine e compartilhe a íntegra da coluna semanal:

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Com país dividido pelo ódio político, governo Temer começa com mais dos mesmos

Jorge Bernardi*

O processo do impeachment de Dilma Rousseff tem divido a nação! O ódio político prepondera. No meio desta turbulência muitos brasileiros se posicionam vendo uma  realidade plana com apenas duas dimensões, não conseguem observar que o mundo é complexo que, nossos sentidos, captam três dimensões: altura, largura e volume.  Para alguns o Brasil tem apenas duas cores: azul e vermelho.

Ao contrário do que ocorreu há 24 anos com o ex-presidente Collor que ficou sozinho  em  processo de seu impedimento,  atualmente  parte da sociedade brasileira se posiciona contra o impeachment por diversas razões. O que se vê em Brasília  é uma reacomodação das elites políticas, que se reposicionam, mudam, para que tudo fique tudo como sempre esteve. Ou seja, muda tudo para que tudo fique como está.

Embora todo o estardalhaço da imprensa, o processo de julgamento por crime de responsabilidade de Dilma Rousseff apenas começou. Muitos dos senadores,  que votaram pela admissibilidade do processo, ainda não se posicionaram em relação ao julgamento final a favor ou contra o impeachment. Se a economia for bem, a possibilidade da cassação da presidenta aumenta, ao contrário ninguém pode prever o futuro.

A grande preocupação diz respeito ao andamento da Operação Lava Jato e se as investigações vão continuar a todo vapor ou  arrefecer e, no final, como tem sido comum no Brasil, tudo acabar em pizza.

O presidente Michel Temer e sete de seus ministros são acusados,  por delatores,  de terem recebido propina de empreiteiras investigadas na Lava Jato.

O ministério de Michel Temer tem muito dos mesmos: nenhuma mulher, nenhum negro, nenhum trabalhador. Somente  as velhas raposas da política brasileira estão lá representadas e vão exercer sua influência.  Não é como foi, no Governo de Itamar Franco, que sucedeu Collor,  quando houve um esforço de salvação nacional e todos se uniram para livrar o país do hiperinflação e da recessão. A sobrevivência do governo Temer, repito,  depende do sucesso da economia.

No Tribunal Superior Eleitoral segue o processo para cassação da chapa Dilma/Temer por fraude eleitoral. Só o TSE poderá devolver a soberania popular aos brasileiros marcando novas eleições presidenciais. Esta é a melhor solução para a crise. Só assim haverá paz no Brasil.

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