Por Esmael Morais

Indústria da multa continua em Curitiba e busca aumento de arrecadação na gestão Fruet

Publicado em 06/06/2013

Em janeiro de 2013, o discurso de Joel Krà¼ger, secretário do Trânsito, era de que a gestão de Gustavo Fruet iria acabar com a indústria da multa na capital paranaense: Só mesmo em casos extremos!, prometia; entretanto, a máfia do radar parece que terá vida longa em Curitiba e a prefeitura busca mecanismos aprimorar e ampliar a arrecadação; por que não se cria o serviço de monitoramento estatal, por quê?

Em janeiro de 2013, o discurso de Joel Krà¼ger, secretário do Trânsito, era de que a gestão de Gustavo Fruet iria acabar com a indústria da multa na capital paranaense: Só mesmo em casos extremos!, prometia; entretanto, a máfia do radar parece que terá vida longa em Curitiba e a prefeitura busca mecanismos aprimorar e ampliar a arrecadação; por que não se cria o serviço de monitoramento estatal, por quê?

No início de 2013, o secretário de Municipal de Trânsito, Joel krà¼ger, que também é presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), prometeu (reveja o vídeo), segundo ele, por determinação do prefeito Gustavo Fruet (PDT), acabar com a indústria da multa em Curitiba.

Quase seis meses depois, a indústria da multa não só continuou como busca maneiras de aprimorar a arrecadação para os cofres do município. Além disso, a Consilux, a empresa licitada flagrada em reportagem da TV Globo fraudando radares, continua faturando alto e multando os motoristas curitibanos como se nada tivesse acontecido.

Em 2011, a prefeitura da capital havia rompido contrato com a Consilux devido as denúncias veiculadas no programa Fantástico. De lá para cá, em caráter emergencial, mantido por Fruet, a empresa já abocanhou R$ 17 milhões.

Em reportagem de Rafael Wlatrick, no jornal Gazeta do Povo, edição desta quinta-feira (6), fala-se em pressão pelo cancelamento de licitação vencida pelo consórcio Iessa-Indra-Velsis, mas que se encontra em litígio.

Ano passado, ainda de acordo com a reportagem da Gazeta, os equipamentos foram responsáveis por 28% das multas emitidas em Curitiba, alavancando a arrecadação total com as infrações, que chegou a R$ 37,9 milhões. No mesmo período, R$ 8,1 milhão foram gastos para indenizar! a Consilux.

à‰ evidente que o setor de radares é operado por máfias. Não há nada sério nessas empresas. Também não se pode dizer sério de quem queira perpetuar o esquema no município.

Portanto, esse blogueiro defende que o sistema de multas [a exemplo da ideia original do secretário Krà¼ger] deve ser educativo, não punitivo. Também opina pela criação do serviço estatal, municipal, sem a picaretagem privada.

Embora o discurso do secretário da Setran e presidente do Crea, no início deste ano, fosse para que os agentes orientassem os motoristas, ao invés de multar, não é isso que se vê nas ruas. Há coisa de duas semanas fui à  Feira de Imóveis da Caixa, no Morumbi Expo Center, Vila Guaíra, e seus funcionários estavam aplicando multas sem dó nem piedade. Nada de orientação.

Ou seja, ou os agentes não respeitam o chefe ou chefe contou uma tremenda de uma lorota para este blogueiro.

Assista ao vídeo e relembre o que disse o secretário Joel Krà¼ger: