1!º de Abril, Dia da Velha Mídia. Parabéns!

A Folha de S. Paulo defendeu, em 1964, o golpe militar; o jornal O Globo também saudou a queda da democracia no país; o jornalista Vladimir Herzog foi uma das milhares de vítimas do regime ditatorial apoiado pela velha mídia.

A Folha de S. Paulo defendeu, em 1964, o golpe militar; o jornal O Globo também saudou a queda da democracia no país; o jornalista Vladimir Herzog foi uma das milhares de vítimas do regime ditatorial apoiado pela velha mídia.

Existe algo mais mentiroso neste país que a imprensa? Nem os políticos, alvos constantes de seus torpes ataques, a supera. Os barões da mídia querem ser mais influentes que os partidos políticos, por isso os detona diariamente em seus jornalões !“ na maioria das vezes recorrendo a mentiras deslavadas, sem comprovação.

O ataque aos partidos políticos, a meu ver, representa ataque à  democracia. Queiramos ou não é o que há de mais civilizado na mediação de conflitos em uma sociedade democrática. Sem as legendas, muito provavelmente, teríamos o mesmo funcionamento das sociedades tribais ou medievais.

A velha imprensa e seus velhos coronéis querem substituir os partidos sem assumir que atuam como partidos. Informalmente se organizam no PIG (Partido da Imprensa Golpista) e no Instituto Millenium. Usam do udenismo (falso moralismo) e da hipocrisia para engabelar os mais tontos.

No Brasil os barões da mídia falam em liberdade de imprensa, mas eles lutam é pela liberdade de empresa; eles negociam e ganham dinheiro (de preferência público) em nome de uma imparcialidade que nunca existiu ou vai existir em uma sociedade dividida em classes; fazem os mais desavisados crerem que sua opinião publicada é a mesma coisa que a opinião pública, embora sejam coisas distintas.

Mas há aqueles que acreditam na isenção!, na imparcialidade!; também há os que acreditam em ETs, discos voadores, boitatá, Saci-Pererê, mula-sem-cabeça…

Enfim, tomo a iniciativa de instituir a partir de hoje o 1!º de Abril, como o Dia Nacional da Velha Mídia. Parabéns!

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