Professor denuncia perseguição política na Secretaria de Educação do Paraná

Professor Robson ainda não recebeu 1/3 de férias que tem direito por lei.

Professor Robson ainda não recebeu 1/3 de férias que tem direito por lei.

No último dia 28 de janeiro, o professor Robson Stigar, do Quadro Próprio do Magistério (QPM), ousou mostrar seu contracheque, aqui neste blog, para provar que o governo do Paraná aplicava calote nas férias de educadores da rede pública estadual. O documento mostrava que o governo Beto Richa (PSDB) não lançara 1/3 de férias como previsto, pois se suspeitava que estivesse em operação uma manobra contábil para a gestão tucana driblar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Pois bem, o professor Robson Stigar denuncia nesta terça-feira (12) que está sendo vítima de perseguição política da Secretaria de Estado da Educação (SEED), pasta que é comandada pelo vice-governador Flávio Arns (PSDB). Coisa de Gestapo em pleno século XXI.

O mestre não se intimidou. Mostrou a cara e o RG, e, novamente, encaminhou ao blog um indignado protesto:

“Prezado Esmael!
Veja a palhaçada que a SEED esta fazendo comigo, minha férias ainda não foram pagas, tudo por que ajudei o Sr no blog ao enviar meu contra cheque”.

Abaixo segue minha reclamatória na ouvidoria

Atendimento: 11368/2013
Código consulta: 13499

Reclamo nesta ouvidoria da perseguição política e pessoal que venho recebendo por parte deste governo em relação a minha pessoa.

São varias ações e atitudes que vem sendo realizado contra a minha pessoa nestes dois últimos anos, tanto pela SEED, como pelo NRE, como também pela direção do colégio em que estou lotado atualmente, sito, Colégio Estadual Presidente Lamenha Lins.

Até o presente momento não recebi o pagamento do 1/3 de férias, que deveria ter sido pago em janeiro/2013. O NRE de Curitiba informou que as ferias seriam pagas em fevereiro/2013 já que o profissional estava de licença médica. Porém no mês de fevereiro/2013 este pagamento também não foi realizado.

Já realizei inúmeros protocolos no NRE de Curitiba e ate o presente não obtive resposta sobre o mesmo. Também realizei ocorrência nesta ouvidoria que ate o momento não me ofertou resposta nenhuma sobre tal situação.
O que devo fazer? Devo procurar a imprensa ou ingressar com ação na justiça? Devo revindicar tal direito assegurado por lei em outras instâncias?

Seja quem for o responsável, alguém tem que dar encaminhamento a esta situação pendente!

Deixo aqui registrado minha insatisfação, registro também que meus direitos estão sendo desrespeitados e que vou buscar em outra alçada tais direitos. Destaca se que segundo o novo código civil de 2001, o gestor é corresponsável juntamente com a instituição pelas ações e arbitrariedades cometidas.

Fico no aguardo de encaminhamentos sobre tal situação!

Grato!

Professor Robson Stigar
RG 6081578-0

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