Pessuti provou que manda no PMDB do Paraná

Arte: Gazeta do Povo.

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A semana que passou foi recheada de emoções políticas acerca por causa do sai-e-não-sai! da reforma no secretariado do governador Beto Richa (PSDB). Acabou saindo, em partes. O grande nome nessa mexida do tucano, sem dúvida alguma, é o Comandante Junior que decidiu vestir cueca de seda para pilotar a estratégica Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano (SEDU). Ratinho Junior, do PSC, tem o capital político da disputa pela prefeitura de Curitiba. No segundo turno amealhou 40% dos votos (leia mais sobre isso clicando aqui).

Pois bem, originalmente a reforma no secretariado do tucano tinha como objetivo agasalhar o PMDB anti-Requião formado pelos deputados estaduais, o deputado Osmar Serraglio e o ex-governador Orlando Pessuti.

Pessutão, alçado à  condição de secretário-geral do PMDB, roubou a cena, deu o nó nos deputados e colocou até o governador Beto Richa (PSDB) no bolso. Inicialmente, o ex-governador disse que aceitaria a Sanepar com porteira fechada! para aderir ao tucanato, mas tudo se revelou espuma. O peemedebista tem interesses! junto à  ministra petista Gleisi Hoffmann, adversária do tucano em 2014.

A desenvoltura política de Pessuti no PMDB causou dor de cotovelo no Palácio Iguaçu e na bancada estadual. Tem deputado dizendo no Centro Cívico que ainda nós vamos pegar o Pessutão na curva!. Não sei se pegam, mas a promessa é essa.

Beto Richa pode até ceder uma ou duas secretarias aos peemedebistas, mas sem o ex-governador Pessuti, como sempre gosta de frisar o ministro Paulo Bernardo, estará comprando terreno na Lua (leia sobre isso clicando aqui).

O PMDB nacional já acertou continuar na vice da presidenta Dilma Rousseff, portanto, é pouco crível que as seções regionais da agremiação fiquem livres para fazerem o que bem entenderem. O “centralismo democrático” funciona mais no PMDB do que no PT ou no PCdoB. Basta verificar as votações polêmicas no Congresso Nacional, como o Código Florestal.

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