Por Esmael Morais

MP investiga tucanos por caixa 2, propinas e fantasmas no Porto de Paranaguá

Publicado em 24/03/2012

PF cumpre mandado de busca no Porto. Foto: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo.

Aos poucos vai sendo desvendado o verdadeiro motivo da queda do ex-superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Aírton Maron, demitido na semana passada pelo governador Beto Richa (PSDB) por “insuficiência técnica”.

Uma operação realizada ontem pela Polícia Federal e Ministério Público, em Paranaguá, lançou um pouco mais luz sobre a obscura demissão do ex-superintendente, que é primo de Alceu Maron, o Alceuzinho, pré-candidato a prefeito no município e presidente do PSDB local.

Pois bem. à‰ a partir daqui que a porca começa torcer o rabo. Os tucanos parnanguaras estão sendo alvo de investigação do MP e PF por suposta cobrança de pedágio partidário! utilizando cargos comissionados para essa finalidade. Os agentes da Justiça têm conversas gravadas a respeito das estripulias no Porto.

O presidente do PSL de Paranaguá, àŠnio Campos Silva, confirma as denúncias gravadas em poder do MP e PF. Segundo ele, Alceuzinho Maron ofertou ao partido cargos do Porto em troca de apoio nas eleições de outubro.

O dirigente do PSL é acusado por um comerciante de vender! um cargo no Porto de Paranaguá por R$ 22 mil e não entregar. A denúncia é que esse dinheiro estaria sendo destinado a um suposto fundo de campanha eleitoral! (caixa 2) de Alceuzinho Maron.

Paralelamente, o MP e a PF investigam o pagamento de propina a dirigentes do Porto por uma multinacional agrícola. A conversa é que os pombos! parnanguaras retomaram um apetite voraz que sempre tiveram. Também há denúncias de que boa parte dos ocupantes de cargos comissionados na APPA é fantasma.

Alceuzinho Maron foi um dos coordenadores da campanha vitoriosa de Richa no Litoral em 2010.