Greve de bancários segue firme e forte no Paraná

da Agência Brasil

O Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região promoveu assembleia, no início da noite de ontem (10), para garantir o fortalecimento da greve da categoria. A mobilização mantém 696 agências fechadas em todo o Paraná. Em Curitiba e região, os bancários estão com 300 agências fechadas, sete a mais do que na última sexta-feira (7). O sindicato estima que 16,4 mil trabalhadores paranaenses estejam de braços cruzados neste 15!º dia de paralisação.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5%, mais inflação do período), a valorização do piso, maior participação nos lucros e resultados, mais contratações, a extinção da rotatividade, o fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, a igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento aos clientes e a inclusão bancária sem precarização, entre outros itens.

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), realiza hoje (11) assembleia em São Paulo para avaliar a greve. A categoria pode ampliar o movimento caso a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresente nova proposta. A Fenaban é o braço da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) dedicado à s negociações trabalhistas.

4 Comentários

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  1. É tão mais fácil culpar os bancários pela greve do que culpar os banqueiros. Quem está na linha de frente são os bancários. É mais fácil também sugerir que as pessoas mudem de emprego, do que enfrentar as causas dos baixos salários. É mais cômodo, dá menos trabalho aceitar passivamente do que lutar. Concordo com a greve, é um transtorno para a população, mas sem pressionar, será que os banqueiros vão ser bonzinhos e conceder o reajuste que os bancários estão pedindo? Quanto a ter poucas pessoas nas agências, quem decide isto são os bancários?

  2. eu até comcordo com a greve dos bancarios mais eles devia sensibilisar e manter no minimo 30 por cento de todos os servisos

  3. fazer greve tudo bem, mas dificultar a vida das pessoas como vem acontecendo com esta greve que já dura mais do que o suficiente, existem trabalhadores gabaritados , e que estão presisando trabalhar, (porque não no banco), acho uma vergonha esta greve, todo ano eles fazem as mesmas coisas não estão contentes peçam a conta, acham que vão trabalhar na moleza como nos bancos, vcs já ganham demais para atenderem tão mal as pessoas que precisam de suas ajuda, na frente não existe um caixa prioritario, para idodos e deficientes, só nos caixas dentro do banco ISTO É UMA VERGONHA, só colocam um bancario para dar informações, e dai fica aquela fila enorme de pessoas, cvessem indo para o matadouro, quietos, calados, humilhados, fora com estes bancarios que só pensam em ganhar mais e mais, tomem vergonha, e voltem para as tetas dos bancos.

  4. 11/10/2011

    Atender os trabalhadores em greve é defender a nação frente à crise
    Ao mesmo tempo em que Dilma diz aos europeus, em sua visita à Bruxelas, que a saída para a crise não está em “ajustes fiscais extremamente recessivos”, mas em aumentar “o consumo, os investimentos e o nível de crescimento” (BBC, 03 de outubro de 2011), aqui no Brasil, as lutas por melhorias salariais estão sendo enfrentadas com extrema intransigência pelo governo.

    As greves são os mais eficazes instrumentos de distribuição de renda e de aumento do consumo no país. Se Dilma quer levar a sério o que está discursando no exterior, e quer efetivamente aumentar o consumo e os investimentos no país, precisa rever a relação do governo com as categorias que estão fazendo greve e fazer gestão para forçar o aumento da massa salarial dos trabalhadores.

    No ano passado, somente o reajuste de 7,5% nos salários e a melhoria na PLR dos bancários significou uma injeção de R$ 6,1 bilhões na economia brasileira, impulsionando toda cadeia produtiva nacional, gerando empregos e desenvolvendo o país. Já os bilhões acumulados com os banqueiros, em sua maioria, foram dragados para contas no exterior ou destinados para a compra de produtos importados ou bens fora do país. Cada centavo transferido dos bancos aos bancários representa um alicerce para o crescimento e para o desenvolvimento da nação.

    O governo precisa ser coerente e negociar

    O governo está ameaçando os bancários do BB e da CEF de descontar os dias parados na greve desse ano, dificultando uma resolução positiva nas negociações na mesa conjunta da Fenaban. Com isso, os banqueiros privados ficam ainda mais à vontade para se silenciarem após 14 dias de greve. Qual é a lógica dessa postura?

    A única justificativa são as medidas recessivas de “ajuste fiscal” adotadas pelo governo, destinando 44% do orçamento federal para o superávit primário. Ora, mas não são justamente estas medidas que a própria Dilma disse aos europeus que estariam levando aqueles países a um impasse frente à crise internacional?

    Algo está errado. O que Dilma falou no exterior está correto, mas não corresponde a política adotada no país. Para enfrentar a crise, seja aqui, na Europa ou nos EUA, é necessário incentivar o consumo. Mas para isso o governo precisa atender carteiros, bancários, petroleiros e demais trabalhadores que lutam para se apropriar de uma parcela maior dos altos lucros dos seus empregadores. É preciso romper com as medidas recessivas de “ajuste fiscal” e atender os interesses nacionais.

    O discurso da Dilma em Bruxelas deve se reconciliar com a sua prática. Está na hora do governo parar com as ameaças e apresentar soluções.

    Por: André Machado