Prefeitura de Curitiba envia esclarecimento sobre morte de chefe de cozinha do Bar Palácio

A Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba enviou nota a este blog esclarecendo que o chefe de cozinha do tradicional Bar Palácio, Alceu Bestel, morto na semana passada, “não era morador de Curitiba – logo, não poderia ser atendimento em unidade básica de saúde de Curitiba mas sim no seu município. No entanto, teria todo o atendimento necessário aqui se tivesse sido levado a um centro municipal de urgências médicas da nossa cidade, o que não aconteceu”.

O blog havia anotado na manhã de hoje, com base na coluna do jornalista Reinaldo Bessa, da Gazeta do Povo, que Bestel morreu infartado depois de ir a um posto de saúde da prefeitura “foi medicado, mas o médico que o atendeu pediu uma série de exames, que foram marcados pelo SUS para janeiro de 2012”.

Independente deste caso isolado, o poder público tem a obrigação de oferecer atendimento a todos os cidadãos com a urgência necessária. Ademais, a situação nos postos de saúde da capital é sofrível. Faltam médicos e os especialistas ainda não passam de uma miragem. Um paciente leva até anos para conseguir consulta com um especialista.

A seguir, a íntegra da nota da Prefeitura de Curitiba:

O sr Alceu Teodoro Bestel, assunto das duas notas que abrem a sua coluna de hoje, dia 16, era morador do município de Colombo.

Ainda assim, é importante esclarecer que o mesmo procurou diretamente o Hospital Cajuru, há cerca de 1 mês, com uma única queixa, exclusivamente relacionada a otorrinolaringologia. O médico que o atendeu na ocasião pediu exames referentes à quela queixa e que não precisavam ser feitos em caráter de urgência.

Segundo relato do seu irmão, sr Sebastião, ele começou a se queixar de mal-estar – mas somente para o empregador e parentes – pouco antes da sua morte. Essa nova queixa não chegou a ser objeto de consulta ou qualquer atendimento de urgência, aqui em Curitiba ou no município dele, Colombo. Na véspera da morte, segundo relato desse mesmo irmão, Alceu estava bem – tanto que saiu para jantar com uma filha.

Faço esse esclarecimento porque, ao ler a sua coluna, imaginei tratar-se de usuário da nossa rede municipal de saúde de Curitiba. Com a ajuda da 2!ª Regional de Saúde (que faz parte da Saúde Estadual e abrange municípios metropolitanos e litorâneos), então, apurei os dados para entendermos o problema.

5 Comentários

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  1. Concordo!!! Tanto como secretário de saúde do município como prefeito, deixou e continua deixando a desejar… “Modelo para o país” somente para a imprensa que não vê o que realmente acontece nos postos de saúde da capital, e sim maquiando a verdade!!!

  2. Gosto sempre de lembrar sempre para todos com quem converso, de que o atual prefeito foi por muitos anos secretário da saúde, acumulado ao cargo de vice prefeito, o que lhe colocou na priviligiada situação de poder realmente realizar o grande trabalho que nos deu este sistema de saúde que é um modelo para o Brasil e o mundo.

  3. No posto de saúde proximo a minha casa não existe pediatra, ginecologista e nem mesmo clínico geral. Após eu questionar a administração do posto eles falaram que é um novo modelo de posto, com o médico da família. ao qual atende mulheres, crianças, homens e idosos…dizem que o médico tem uma especialização para atender todos os casos… logo após passar pelo tal médico ele me encaminhou para um especialista que demorou 1 ano e três meses na espera de um especialista, e quando cheguei lá foi uma consulta express…um absurdo total…Mais como falam que Curitiba é a cidade modelo!

  4. No papel é tudo bonitinho, quem necessita de uma cirurgia tá ferrado aqui em Curitiba…