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Para lembrar: Richa e deputados ‘do camburão’ são alvos de protestos no interior

richaeducacaoO dia 11 de abril de 2015 foi um sábado. Mas nem por isso foi tranquilo no meio político do Paraná. Os professores e servidores aumentavam a pressão contra os deputados da “bancada do camburão” e o então governador Beto Richa (PSDB). Além disso, o deputado João Arruda (MDB) denunciava a corrupção no governo.

Richa apareceu de surpresa na 55ª edição da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina). O tucano chegou pela “porta dos fundos”. Ele temia os educadores que juraram seu couro. Richa firmou acordos para pôr fim à greve de professores e funcionários de escolas, mas descumpriu todos eles.

Já em Palmas, três deputados da base de sustentação do governador na Assembleia deram meia-volta quando perceberam que seriam recepcionados por professores no “1º Encontro de Líderes do Movimento Palmas Desenvolvida”.

Para completar o dia, o deputado federal João Arruda, fez sérias denúncias contra o governador. “Hoje, a Receita é uma ferramenta de arrecadação do governador e dos seus parentes. O senhor Luiz Abi (primo de Richa) chefiava uma quadrilha na Receita Estadual”, denunciou Arruda.

O deputado defendeu que o PMDB feche questão pela instalação da CPI da Assembleia para investigar a corrupção no governo. A ideia da CPI foi levada adiante pela oposição, mas a “bancada do camburão” conseguiu barrar a investigação.

Enfim, os ânimos dos professores e servidores subia na medida que o governador e sua bancada seguiam na sua intenção de confiscar o fundo da Paranaprevidência. Em denúncia dos servidores, fica evidente que essa atitude irresponsável põe em risco o pagamento de aposentadorias e até salários dos servidores estaduais no futuro.

Os servidores iriam perceber esse perigo nas semanas seguintes; retomariam a greve e tentariam barrar a aprovação do confisco. Esse foi o cenário que resultou no massacre de 29 de abril. Vamos relembrando diariamente os fatos que levaram a esse trágico desfecho. Para que nunca mais se repita.