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Vaza lista com virtual ministério de Flávio Bolsonaro

Segundo apuração do Blog do Esmael em Brasília, um rascunho vazado da composição de um eventual governo Flávio Bolsonaro (PL) reúne 12 nomes para o primeiro escalão. O desenho reserva posições a familiares, aliados do Congresso e representantes do agronegócio e da equipe econômica do governo Jair Bolsonaro, mas não define toda a estrutura ministerial.

A relação inclui Daniella Marques na Fazenda, Ciro Nogueira (PP) na Casa Civil, Eduardo Bolsonaro nas Relações Exteriores e Michelle Bolsonaro em uma pasta social ampliada. São nomes de uma composição preliminar, cuja execução dependeria da vitória eleitoral e das negociações para formar o governo.

As 12 posições relacionadas não significam que Flávio Bolsonaro governaria com apenas uma dúzia de ministérios. Em entrevista à imprensa, recentemente, o candidato falou em cortar 12 pastas, passando de 39 para aproximadamente 27. Em agosto, Daniella Marques mencionou entre 20 e 25 ministérios. Esses cenários deixariam entre oito e 15 posições além das que aparecem no rascunho.

A distribuição dessas posições concentra o conflito político: reduzir a estrutura diminui o número de cargos disponíveis, enquanto a formação da maioria no Congresso exige negociação com os partidos aliados.

Daniella Marques aparece no rascunho para a Fazenda. A ex-presidente da Caixa Econômica Federal tem passagem pela equipe de Paulo Guedes, mas seu destino ainda comporta alternativas. A Folha de S.Paulo noticiou que ela também é cotada para comandar uma pasta social, espaço reservado a Michelle Bolsonaro na relação apurada pelo Blog.

Para a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), o nome relacionado é Duda Lima, marqueteiro da campanha. Uma eventual escolha levaria um responsável pela publicidade eleitoral à comunicação institucional do governo, que envolve divulgação de serviços, campanhas públicas e informações oficiais.

Aldo Rebelo aparece para o Meio Ambiente. O rascunho não detalha mudanças nas competências da pasta, orçamento ou estrutura de fiscalização. Esses pontos seriam decisivos para avaliar a relação entre proteção ambiental e interesses dos setores produtivos.

Eduardo Bolsonaro está relacionado para as Relações Exteriores. A presença do irmão do candidato daria à família participação direta na condução da diplomacia e das relações comerciais brasileiras. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o início da pena do filho zero três de Jair Bolsonaro.

Há, porém, outra possibilidade publicada para o Itamaraty. Segundo o Poder360, Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), ganha espaço nas discussões sobre a influência do agronegócio na escolha do chanceler. A reportagem menciona a participação da senadora Tereza Cristina (PP-MS) nessa avaliação.

Deltan Dallagnol aparece no rascunho para a Justiça. Sua inclusão acrescenta uma conexão paranaense à composição, mas não resolve sua situação eleitoral e judicial nem equivale a nomeação.

Ciro Nogueira está relacionado para retornar à Casa Civil, que comandou no governo Jair Bolsonaro. Sua presença reforçaria a participação dos aliados do Congresso na coordenação do Executivo. Na análise política do desenho, caberia à pasta negociar a distribuição de responsabilidades em uma estrutura menor.

Hamilton Mourão, ex-vice-presidente, aparece para a Defesa. A indicação preliminar não permite presumir apoio dos comandos militares. O ocupante da pasta teria de exercer a direção política da área sob a autoridade do presidente.

Para a Agricultura, o rascunho relaciona Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O deputado também é citado em reportagens sobre a composição de um eventual governo, o que aproxima a apuração do Blog das movimentações publicadas por outros veículos.

A Saúde tem situação distinta. Flávio Bolsonaro anunciou publicamente, em 28 de agosto, que Cláudio Lottenberg aceitou o convite para assumir o ministério caso ele seja eleito. Entre os nomes relacionados, essa escolha já foi apresentada pelo próprio candidato.

Renato Feder aparece para a Educação. O secretário paulista, com passagem pela Educação do Paraná, também é mencionado pelo Metrópoles como possível integrante de um eventual governo federal. Sua gestão em São Paulo utiliza plataformas digitais e materiais padronizados, agenda que passaria a ser discutida em escala nacional.

Rogério Marinho está relacionado para uma Infraestrutura ampliada, reunindo Transportes, Minas e Energia e Cidades. O ex-ministro do Desenvolvimento Regional receberia áreas com responsabilidades distintas, de rodovias e eletricidade a habitação e saneamento. O rascunho não explica como funcionaria essa concentração.

Michelle Bolsonaro aparece para Cidadania e Família, numa fusão de Desenvolvimento Social, Mulheres e Direitos Humanos. A proposta exigiria definir como seriam preservadas as atribuições das áreas incorporadas e como os recursos seriam distribuídos entre elas.

Além dos 12 nomes da apuração do Blog, outras reportagens apontam possíveis integrantes e alternativas para as mesmas cadeiras. Essas informações ampliam o levantamento, mas não completam automaticamente um gabinete: vários nomes concorrem a um único cargo.

Na área econômica, o Poder360 cita Adolfo Sachsida para Fazenda ou Planejamento. O UOL também menciona Mansueto Almeida para essas duas possibilidades, além de Roberto Campos Neto, Marcelo Kayath e Alexandre Bettamio entre as opções para a Fazenda. São alternativas à posição atribuída a Daniella Marques no rascunho.

Adriano Pires é citado para Minas e Energia ou Petrobras pelo PlatôBR, em reportagem publicada no Estado de Minas. A possibilidade de um ministério separado diverge da fusão descrita na relação apurada pelo Blog. As duas configurações não podem ser somadas como se pertencessem ao mesmo organograma.

Para Segurança Pública, o Poder360 menciona Guilherme Derrite e Ronaldo Caiado. Caiado também é citado para Agricultura. Uma eventual pasta própria de Segurança exigiria delimitar suas atribuições em relação ao Ministério da Justiça.

O Metrópoles relaciona quatro outros auxiliares de Tarcísio de Freitas como possíveis integrantes: Caio Paes de Andrade, Samuel Kinoshita, Natália Resende e Rafael Benini. A reportagem não define ministérios federais para eles. A experiência de cada um permite discutir áreas de atuação, mas não comprova uma distribuição de cargos.

Alexandre Ywata aparece como possível integrante da equipe econômica, segundo o PlatôBR. O veículo também menciona Walter Maciel para um posto dedicado a privatizações, sem afirmar que essa função teria status ministerial.

O conjunto mostra que ainda há mais candidatos a posições do que destinos definidos. Também revela divergências sobre fusões, autonomia de pastas e escolha de titulares.

Segundo o Poder360, a campanha nega que esteja distribuindo cargos ou fechando nomes antes do segundo turno e afirma que as conversas são programáticas. Essa posição pública deve acompanhar a leitura das especulações e do rascunho.

Para o Paraná, a composição teria consequências pela presença de Lupion e Deltan, além da passagem de Feder pela Educação estadual. O peso dessas escolhas dependeria das competências e dos recursos efetivamente atribuídos a cada pasta.

A redução de ministérios não elimina a necessidade de financiar hospitais, manter estradas, fiscalizar o meio ambiente e executar políticas sociais. O eventual governo teria de demonstrar quanto economizaria com as fusões e quem responderia por cada serviço.

A lista apurada pelo Blog do Esmael em Brasília é um rascunho de composição. Lottenberg tem indicação pública para a Saúde; os demais nomes e desenhos de pastas permanecem sujeitos à definição política.

Qual escolha teria maior impacto no Paraná e no país? Comente no Blog do Esmael.

Quem aparece para um eventual governo Flávio Bolsonaro Rascunho apurado pelo Blog do Esmael em Brasília, indicação pública e nomes citados em outras reportagens.
Pasta ou área Nome relacionado Origem e situação
Rascunho: os 12 nomes relacionados
Fazenda Daniella Marques Apuração do Blog
Relacionada no rascunho. Outras reportagens também a citam para a área social.
Comunicação Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). Duda Lima Apuração do Blog
Relacionado no rascunho para a Secom.
Meio Ambiente Aldo Rebelo Apuração do Blog
Relacionado no rascunho.
Relações Exteriores Eduardo Bolsonaro Apuração do Blog
Relacionado no rascunho.
Justiça Deltan Dallagnol Apuração do Blog
Relacionado no rascunho. A inclusão não resolve sua situação eleitoral e judicial.
Casa Civil Ciro Nogueira PP Apuração do Blog
Relacionado no rascunho para a pasta que ocupou no governo Jair Bolsonaro.
Defesa Hamilton Mourão Apuração do Blog
Relacionado no rascunho.
Agricultura Pedro Lupion Republicanos-PR Apuração do Blog
Relacionado no rascunho. Também citado pelo Poder360 para a Agricultura.
Saúde Cláudio Lottenberg Indicação pública
Flávio Bolsonaro anunciou o convite aceito pelo médico. Eventual nomeação depende de vitória eleitoral.
Educação Renato Feder Apuração do Blog
Relacionado no rascunho. Também citado pelo Metrópoles para eventual governo.
Infraestrutura Fusão descrita no rascunho: Transportes, Minas e Energia e Cidades. Rogério Marinho Apuração do Blog
Nome e fusão relacionados no rascunho.
Cidadania e Família Fusão descrita no rascunho: Desenvolvimento Social, Mulheres e Direitos Humanos. Michelle Bolsonaro Apuração do Blog
Nome e fusão relacionados no rascunho.
Outras reportagens: alternativas e possíveis integrantes
Fazenda ou Planejamento Adolfo Sachsida
Mansueto Almeida
Especulação publicada
Sachsida é citado pelo Poder360; Mansueto, pelo UOL. Alternativas para a área econômica, sem definição.
Fazenda Marcelo Kayath
Roberto Campos Neto
Alexandre Bettamio
Especulação publicada
Nomes citados pelo UOL. Disputam a mesma possibilidade; não representam três pastas.
Minas e Energia ou Petrobras Adriano Pires Especulação publicada
Citado pelo PlatôBR, no Estado de Minas. Minas e Energia aparece separada nesta hipótese, divergindo da fusão do rascunho.
Segurança Pública Guilherme Derrite
Ronaldo Caiado
Especulação publicada
Citados pelo Poder360. Caiado também é mencionado para a Agricultura.
Relações Exteriores Roberto Azevêdo Especulação publicada
Citado pelo Poder360 na discussão sobre influência do agronegócio na escolha do chanceler. Alternativa ao nome relacionado no rascunho.
Pasta não especificada Caio Paes de Andrade Especulação publicada
Citado pelo Metrópoles para eventual governo, sem ministério definido.
Pasta não especificada Samuel Kinoshita Especulação publicada
Citado pelo Metrópoles como possível integrante, sem ministério definido.
Pasta não especificada Natália Resende Especulação publicada
Citada pelo Metrópoles como possível escolha para um ministério, sem destino especificado.
Pasta não especificada Rafael Benini Especulação publicada
Citado pelo Metrópoles como possível escolha para um ministério, sem destino especificado.
Equipe econômica Alexandre Ywata Especulação publicada
Citado pelo PlatôBR, no Estado de Minas, sem cargo ministerial especificado.
Posto dedicado a privatizações Walter Maciel Especulação publicada
Citado pelo PlatôBR, no Estado de Minas. A reportagem não afirma que o posto seria um ministério.

Como ler: os nomes do primeiro bloco são atribuídos à apuração informada pelo Blog do Esmael em Brasília. O segundo bloco reúne especulações de outros veículos. Alternativas para uma mesma pasta não aumentam o número de ministérios. A campanha afirma que as conversas são programáticas e nega definições antes do segundo turno, segundo o Poder360.

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