A Unesco divulgou nesta terça-feira (21), em Paris, um relatório que afirma que seus sítios protegidos ajudam a preservar a biodiversidade, armazenar carbono e sustentar comunidades, mas enfrentam pressão crescente do clima e da degradação ambiental.
No Brasil, o documento cita o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, incluído na lista do Patrimônio Mundial em julho de 2024, e o Parque Nacional do Iguaçu, inscrito na lista em 1986.
Segundo a Unesco, os sítios protegidos abrigam mais de 60% das espécies mapeadas no planeta, cerca de 40% das quais não existem em nenhum outro lugar. O relatório também estima que essas áreas armazenam cerca de 240 gigatoneladas de carbono.
O texto informa que quase 90% desses sítios estão sob alto estresse ambiental e que os riscos ligados ao clima cresceram 40% na última década. A organização alerta que mais de um em cada quatro sítios pode atingir pontos críticos de ruptura até 2050 se não houver ação mais forte.
O relatório também diz que quase 900 milhões de pessoas vivem nesses territórios, o equivalente a 10% da população mundial, e que cerca de 10% do PIB global é produzido nessas áreas e em seu entorno. A Unesco defende mais investimento em restauração ambiental, cooperação entre países, inclusão dos sítios nos planos climáticos e participação de povos indígenas e comunidades locais.
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