Início / Dias Toffoli

Tracking da Faria Lima revelou desgaste de Lula no caso Master

Índice de Tópicos

Tracking da Faria Lima indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou a “derreter” no humor do eleitorado medido por pesquisas diárias do sistema financeiro. O movimento teria sido empurrado pela histeria em torno do caso Banco Master e pelo desgaste do ministro Dias Toffoli (STF), embora o petista não tenha qualquer relação com a investigação.

Horas após Toffoli admitir ser sócio do resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), operadores do mercado passaram a registrar, nesses trackings, uma queda de dois pontos de Lula na corrida pela reeleição em outubro de 2026, segundo apuração do Blog do Esmael.

O alerta chegou como chega sempre em Brasília, não pela verdade dos fatos, mas pelo peso do noticiário. Quando o escândalo domina a conversa, vira lama política, mesmo sem prova, mesmo sem nexo.

Termômetro dos oligarcas virou sirene no Planalto

Esses trackings não são levantamentos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São painéis privados, rodados com frequência diária, que medem variação de aprovação, rejeição, “culpados” associados a crises e até o que cola mais rápido nas redes.

Segundo fontes ouvidas pelo blog, a leitura foi direta: o caso Master, ao ganhar contornos de crise institucional, começou a ser percebido como “ambiente de governo” e não como problema do sistema bancário e do Judiciário. A esquerda perdeu o controle da pauta, e a extrema direita abriu champanhe.

Toffoli saiu, STF tentou estancar sangria

Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Banco Master na noite desta quinta-feira (12), e o Supremo divulgou nota para sustentar que não havia impedimento formal e que os atos praticados continuavam válidos, numa tentativa explícita de conter o estrago institucional.

O sorteio no STF definiu André Mendonça como novo relator do inquérito do Master, também na noite de ontem, após Toffoli pedir para sair do caso.

Nos bastidores, a PF e setores do Supremo disputam a narrativa sobre a forma como o material chegou à Presidência da Corte. O resultado é o pior possível para a democracia: uma guerra de versões entre instituições que deveriam falar com o país com serenidade.

Lula buscou uma saída política para não virar alvo

A reação do presidente foi procurar uma “saída política” para não carregar nas costas uma crise que não é do Planalto. Na mesma quinta (12), Lula se reuniu fora da agenda com o procurador-geral da República, Paulo Gonet (PGR), com foco em apurações envolvendo bancos e bets, segundo relatos obtidos pelo Blgo do Esmael.

O gesto, no mundo real, significa conter dano, reduzir ruído e evitar que adversários reescrevam o enredo com carimbo de “culpa por associação”.

O fato esquecido: Toffoli não foi “escudo” de Lula em Curitiba

O bolsonarismo tenta explorar a biografia de Toffoli para colar Lula no caso Master como se fosse uma linha reta. Só que a história real tem contradições.

Em 30 de janeiro de 2019, Dias Toffoli autorizou Lula a deixar a prisão para se encontrar com familiares em uma unidade militar, com a possibilidade de o corpo do irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, ser levado ao local, a critério da família.

A autorização, porém, saiu tarde, já na reta final do sepultamento, e não houve tempo hábil para que Lula se deslocasse de Curitiba (PR) a São Bernardo do Campo (SP).

“Não deixaram que eu me despedisse do Vavá por pura maldade”, lamentou Lula, em declaração transmitida por lideranças do PT, sem citar o nome de Toffoli.

Isso não transforma o ministro em “aliado político” automático do presidente. Mostra, isso sim, como o país virou refém de narrativas fáceis, que ignoram contexto e atropelam fatos.

IR até R$ 5 mil virou vítima colateral do escândalo

Enquanto Master e Toffoli ocupavam o palco, uma medida concreta do governo foi empurrada para fora do debate: a isenção total do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, em vigor desde 1º de janeiro de 2026, além da redução gradual para rendas maiores dentro da nova regra.

É aí que mora o cálculo político dos extremistas e de setores do mercado. Quanto mais fumaça institucional, menos espaço para discutir justiça tributária.

A Faria Lima quer ruído, o povo precisa de salário

O tracking dos oligarcas do sistema financeiro não é oráculo, é instrumento de poder. Ele serve para orientar pressão, pautar manchete e empurrar governo para a defensiva.

A democracia não pode aceitar que um escândalo bancário e uma crise de credibilidade no topo do Judiciário virem arma para sufocar debate sobre renda, imposto e vida real.

No fim, a confusão serve à Faria Lima: tira de cena a Selic de 15% e normaliza um Brasil de juros que trava a produção, derruba o consumo e castiga o salário.

Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.

Leia também no Blog do Esmael: Novo pagou R$ 382 mil à empresa da família de Deltan Dallagnol