O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) elegeu nesta quarta-feira, 28 de outubro, por unanimidade, o conselheiro Ivan Bonilha presidente da corte para o biênio 2027-2028. A posse está marcada para 20 de janeiro de 2027, depois do recesso de fim de ano. Na mesma sessão do Tribunal Pleno, Durval Amaral foi eleito vice-presidente e Augustinho Zucchi, corregedor-geral.
A antecipação da eleição, em outubro, decorre de lei complementar aprovada em 2024 e garante dois meses de transição entre as gestões. Bonilha já recebeu do atual presidente, Ivens Linhares, o relatório preparatório da troca de comando.
Será a segunda passagem dele pela presidência: comandou o tribunal entre 2015 e 2016. Formado em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com especialização pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e mestrado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ingressou no TCE-PR em 1993 por concurso público e foi nomeado conselheiro em 2011. Foi corregedor-geral em dois períodos e vice-presidente em outros dois. Fora da corte, foi procurador-geral do município de Curitiba e procurador-geral do estado do Paraná.
O peso do cargo não é protocolo. O TCE-PR julga as contas do governador, fiscaliza contratos e obras e pode suspender licitações. Foi essa corte que, em setembro, homologou cautelar para preservar documentos do CredCesta, cuja operação no Paraná é questionada no caso Banco Master, como o Blog do Esmael apurou em Denúncia do Master atinge Ratinho após ataque de Moro.
A eleição ocorre a uma semana do início da transição estadual. O decreto publicado em 26 de outubro fixa a passagem de governo de Ratinho Junior (PSD) para Sergio Moro (PL) entre 5 de novembro e 5 de janeiro, com acesso a contas públicas, precatórios e ao projeto de lei orçamentária. Quem presidir o TCE a partir de janeiro vai acompanhar a execução do último orçamento de Ratinho e as primeiras despesas do governo Moro.
Na sessão desta quarta-feira, o plenário também homologou a composição das câmaras de julgamento a partir de janeiro e definiu as áreas de atuação das inspetorias de controle externo para 2027 a 2030. A 4ª Inspetoria, comandada por Bonilha, fica desativada enquanto ele ocupar a presidência.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




