4 de setembro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Manfredini lança biografia de Wilson Bueno

Manfredini lança biografia de Wilson Bueno

O jornalista e escritor Luiz Manfredini lançará, no próximo 18 de setembro, em Curitiba, a biografia do também jornalista e escritor paranaense Wilson Bueno (1949/2010), um dos autores mais significativos e fascinantes da literatura brasileira contemporânea.  ... 

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14 de julho de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em PCdoB discute hoje candidatura própria ao governo do Paraná

PCdoB discute hoje candidatura própria ao governo do Paraná

O diretório estadual do PCdoB do Paraná debaterá na tarde deste sábado (14), em Curitiba, a possibilidade de lançar candidatura ao Palácio do Iguaçu. ... 

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9 de novembro de 2017
por Esmael Morais
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PCdoB-PR abraça candidatura de Manuela D’Ávlia à Presidência da República

Para o jornalista e escritor Luiz Manfredini, do PCdoB do Paraná, a pré-candidatura de Manuela D’Ávila “agrega consistência ao debate político nacional” e “inclui a defesa da constituição de uma frente ampla” visando “dialogar com as demais forças do campo democrático e progressista.” Leia mais

27 de setembro de 2017
por Esmael Morais
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Lula: resistência, esperança e luta!

O jornalista curitibano Luiz Manfredini, em artigo especial, afirma que a esquerda brasileira não dispõe de outro nome, exceto Lula, para disputar, com chances de vencer, as eleições presidenciais de 2018. Leia mais

23 de março de 2016
por Esmael Morais
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Luiz Manfredini: “Dilma já fala grosso”

Artigo de Luiz Manfredini*

Contrariando a praxe de seu habitual comedimento, a presidente Dilma Rousseff pronunciou um duro discurso durante a posse do ex-presidente Lula na Casa Civil, no último dia 17, em Brasília. A posse que está sendo objeto de contestações junto ao Supremo Tribunal Federal, mas o que nos importa aqui são as palavras da presidente. Numa clara alusão ao juiz Sérgio Moro, Dilma disse: “Convulsionar a sociedade brasileira em cima de inverdades, métodos escusos e práticas criticáveis viola princípios e garantias constitucionais e os direitos dos cidadãos. E abrem precedentes gravíssimos. Os golpes começam assim”.

Mais: “Interpretação desvirtuada, processos equivocados, investigações baseadas em grampos ilegais não favorecem a democracia neste país. Quando isso acontece, fica nítida a tentativa de ultrapassar o limite do estado democrático e cruzar a fronteira do estado de exceção”.

E acrescentou, referindo-se ao grampo telefônico de que foi vítima: “Não há Justiça quando as leis são desrespeitadas. Não há justiça para os cidadãos quando as garantias constitucionais da própria Presidência da República são violadas”.

Dias depois, em Pernambuco, repetiu a dose.

Para esta semana estão previstos encontros com a imprensa internacional, quando Dilma pretende, pelo que se noticia, acusar o golpe que está sendo tramado no Brasil. Talvez faça coro com o presidente equatoriano Rafael Correa, segundo o qual há um processo de desestabilização dos governos democráticos na América Latina capitaneado pelos Estados Unidos. Uma espécie de Plano Condor para os tempos atuais.

Já há pouco mais de um mês, na abertura do 12º Congresso da CUT, em São Paulo, ela ensaiou reação mais enfática, mostrando-se firme, incisiva, dura em certos momentos, embora, como sempre, sem a retórica (que não tem) que conferiria às suas palavras o tom justo e mais adequado da indignação.

Disse: “Eu me insurjo contra o golpismo e suas ações conspiratórias, e não temo seus defensores”. Acusando os golpistas de “moralistas sem moral” e de “conspiradores”, Dilma afirmou que eles “tentam obter o impeachment para interromper um mandato conquistado com 54 milhões de votos”, sem que haja acusação alguma à titular.

Prometeu “não se dobrar” e advertiu: “ Leia mais

18 de março de 2015
por Esmael Morais
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Manfredini vê similaridade entre 15 de março e o “Cansei” de 2007. Com uma diferença: agora tem panelas!

manfredini_15marco.jpgO jornalista e escritor curitibano Luiz Manfredini, do PCdoB, em artigo especial para o Blog do Esmael, faz um paralelo das tentativas anteriores de mobilização da direita e o último protesto em 15 de março. Ele vê similaridade entre o movimento “Casei”, de 2007, e a marcha que pediu impeachment de Dilma no domingo em todo o país. Mas adverte: “É preciso levar a sério a trama da direita contra a democracia”. Abaixo, leia a íntegra do artigo.

Levar a sério a trama da direita

Luiz Manfredini*

As manifestações do último domingo, 15, reunindo centenas de milhares de pessoas em várias cidades do país, mas com maior impacto em São Paulo, não devem ser subestimadas. Convocadas por forças de direita e extrema-direita, partidos neoliberais, pelo conservadorismo mais retrógrado e sua área de influência, foram amplamente beneficiadas com um polpudo (e secreto) financiamento empresarial e com a adesão militante da grande mídia privada. Sem ilusões: o movimento expressou um acirramento da luta de classes em nosso país, em que a direita, pela primeira vez desde 1964, colocou massas expressivas na rua e parece disposta ao confronto.

Como afirma André Singer, em seu artigo “Tensão Democrática”, é possível que, a partir dessa grande articulação conservadora, com forte viés golpista (a marca registrada da direita tupiniquim), “a democracia brasileira, restabelecida nos anos 1980, passe a viver um inédito teste de estresse”. Singer prevê uma polarização no processo político brasileiro, em que “a uma manifestação seguirá, cedo ou tarde, uma contramanifestação, e assim por diante”. E mais: estima que o processo de luta seja longo.

Tentativas anteriores da direita, de articular-se num movimento de massas fracassaram. Em 2005, quando do (impropriamente) chamado mensalão, a ideia de impedir o então presidente Lula morreu na praia. Dois anos depois, o “Cansei”, patrocinado por “socialites”, esvaziou-se em algumas semanas. O movimento de junho de 2013, também se diluiu em pouco tempo. Agora, ao contrário, a direita colocou milhares nas ruas e promete mais. Leia mais

3 de março de 2015
por Esmael Morais
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Luiz Manfredini: “À luta, Dilma!”

Luiz Manfredini*

Em 1991, o colapso da URSS produziu dramática repercussão em Cuba, que há 30 anos já sofria a perversidade do bloqueio dos EUA. O impacto foi tão grande que logo o PIB cubano acabou reduzido em mais de 35%. Por falta de combustível, boa parte dos transportes voltou à  tração animal e o duro racionamento de alimentos obrigou o governo a distribuir pílulas de vitaminas e sais minerais para o povo subsistir. Diante de tão severas circunstâncias, Fidel Castro foi à s ruas explicar aos cubanos os desafios que viriam pela frente e conclamá-lo à  resistência.

No segundo semestre de 2005, a partir da CPMI que investigava o (impropriamente) chamado mensalão, a bandeira do impeachment do então presidente Lula ganhava corpo no parlamento e em setores da sociedade influenciados pelos bombardeios das elites e pela gritaria da classe média, todos amplamente reverberados pela mídia. Em dezembro daquele ano, o índice de ruim e péssimo de Lula atingia seu nível mais alto: 29%. Foi então que o presidente declarou publicamente que não teria o fim que tiveram dois ex-presidentes !“ Getúlio, suicidando-se, e Jango, deixando o país.!  Lutaria. Nós vamos para as ruas para defender o mandato que o povo nos deu!, garantiu. E foi. E ao povo, nas diversas ocasiões em que teve oportunidade, explicou os acontecimentos, pediu apoio para seu governo e o projeto de ampla significação social que defendia. Em poucos meses, as pesquisas mostravam uma excepcional recuperação.

O silêncio

Penso nessas duas circunstâncias que, embora distantes no tempo, mantém expressiva similaridade política, quando me detenho no atual cenário brasileiro. Após as eleições de outubro último a direita, certa de que as venceria, desencadeou um movimento – que só faz crescer – de cerco e aniquilamento da presidente eleita. Tanto na erosão da maioria que, teoricamente, o governo ainda mantém no parlamento (impondo-lhe, no entanto, derrotas importantes, como a eleição de Eduardo Cunha para a Presidência da Câmara dos Deputados), quanto no superdimensionamento das dificuldades econômicas (no que conta com o inestimável apoio da mídia), assim como na manipulação oportunista da operação Lava Jato, o conservadorismo procura criar na opinião pública a impressão de um país caótico, mergulhado na corrupção, politicamente apodrecido e com sua economia em frangalhos.

Mas enquanto a direita move-se, competente e diligente para ampliar sua base social de apoio, procurando com isso criar as condições políticas para o impeachment de Dilma, a presidente manteve-se reclusa nos primeiros 45 dias segundo governo, sem dizer palavra à  Nação, salvo em breves entrevistas ao final de eventos, quando disparou disc Leia mais

25 de março de 2014
por Esmael Morais
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Luiz Manfredini: “PCdoB, 92 anos ao lado do povo brasileiro”

Luiz Manfredini*

Um partido terá maior ou menor significado e peso
precisamente na medida em que sua atividade particular
tiver maior ou menor peso n determinação
da história da um país.!
(Antonio Gramsci)

A trajetória do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – desde aquele longínquo 25 de março de 1922, data de sua fundação, em Niterói (RJ) !“ encontra-se estreitamente ligada ao próprio percurso da república brasileira nesses 92 anos, de tal sorte que não se pode examinar uma, sem considerar a outro. De fato, a despeito dos longos anos !“ 41, ao todo – em que foi submetido à  ilegalidade e, muitas vezes, à  mais rigorosa clandestinidade, os comunistas brasileiros !“ seja sob a sigla PCdoB, seja como PCB, até 1962 !“ acumularam um vasto currículo de lutas pela emancipação nacional, pela democracia, pelos direitos dos trabalhadores e do povo e pelo socialismo.

O PC do Brasil surgiu na cena política brasileira como resultado do crescimento da jovem classe operária brasileira e do amadurecimento de sua consciência política. Naquele emblemático ano de 1922, a fundação do partido esteve ao lado de dois outros importantes acontecimentos da história republicana: o levante tenentista do Forte de Copacabana, pontapé inicial para o movimento que ajudaria a sepultar, sete anos mais tarde, a carcomida República Velha, e a Semana de Arte Moderna, de afirmação e renovação da cultura brasileira. Era a modernização da sociedade brasileira em curso na febricante década de 1920.

De lá para cá, os comunistas não só participaram, como estiveram à  frente dos principais acontecimentos da vida política brasileira, pautados sempre pelo compromisso com a defesa da Nação e do povo. Um vasto currículo que passa pela luta contra o Estado Novo e o nazi-fascismo, pela participação ativa na Constituinte de 1946, pela emblemática atuação na vanguarda da campanha O petróleo é nosso! e a resoluta, inegociável oposição à  ditadura (que incluiu a heróica resistência armada no Araguaia).

Teve papel destacado nas grandes jornadas pela redemocratização do país, como na campanha pelas Diretas Já. Após sua legalização, em maio de 1985, o PCdoB alargou e aprofundou sua participação no cenário nacional. Embora contando com apenas seis deputados federais, a bancada comunista na Assembleia Nacional Constituinte de 1987/1988, apresentou mais de mil emendas.

No campo do movimento social, contribuiu para legalizar e fortalecer entidades sindicais e populares. Destaque-se sua presença nos movimentos estudantil, antirracista, feminista, indígena e pelos direitos humanos, entre outros.

Não parou na História

Mas o PCdoB não estacionou na História. Ao contrário, tem sido firme nos princípios e em sua identidade transformadora, revolucionária, amplo nas alianças, presente no debate de ideias em torno do futuro do Brasil, renovando concepções, métodos e práticas com o objetivo de construir uma alternativa progressista à  luz da realidade brasileira, cada vez mais diversificada e complexa!, como afirma seu presidente, Renato Rabelo.

O partido enfrentou a chamada crise do socialismo! (1989-1991), inclusive a onda anticomunista dela decorrente, com coragem e descortínio. Foi capaz de realizar a crítica à s primeiras experiências socialistas sem renegar cor, bandeira e identidade. Ao contrário, reafirmou sua identidade comunista e o projeto socialista, requalificando-o em bases novas, contemporâneas.

Articulando seus princípios com uma política de alianças amplas, pautadas nas condições de cada momento, o PCdoB esteve na linha de frente do combate à  ofensiva neoliberal dos anos 1990 e atuou com firmeza no movimento que levou Lula à  Presidência da República em 2002.

A partir de 2003, ampliou sua participação institucional. Além de uma atuante bancada na Câmara dos Deputados e Senado Federal, ofe Leia mais