PCdoB-PR abraça candidatura de Manuela D’Ávlia à Presidência da República

Para o jornalista e escritor Luiz Manfredini, do PCdoB do Paraná, a pré-candidatura de Manuela D’Ávila “agrega consistência ao debate político nacional” e “inclui a defesa da constituição de uma frente ampla” visando “dialogar com as demais forças do campo democrático e progressista.”

Luiz Manfredini: “Dilma já fala grosso”

Artigo do jornalista Luiz Manfredini aponta a mudança de tom nos discursos da presidenta Dilma Rousseff (PT) como resposta ao movimento golpista que visa removê-la do cargo. Segundo Manfredini, Dilma vem fazendo referências claras às ilegalidades cometidas pelo Juiz Sergio Moro a frente da Operação Lava Jato, citando métodos escusos, processos equivocados, investigações baseadas em grampos ilegais, etc. Ela chegou a afirmar que “não há Justiça quando as leis são desrespeitadas; não há justiça para os cidadãos quando as garantias constitucionais da própria Presidência da República são violadas”. Segundo o jornalista, parece que finalmente a presidenta resolveu "exercer o protagonismo político que se espera de um chefe da Nação". Tomara que não seja tarde. Leia, comente e compartilhe.
Artigo do jornalista Luiz Manfredini, especial para o Blog do Esmael, aponta mudança de tom nos discursos da presidenta Dilma Rousseff (PT) como resposta ao movimento golpista que visa removê-la do cargo. Segundo Manfredini, Dilma vem fazendo referências claras às ilegalidades cometidas pelo Juiz Sergio Moro à frente da Operação Lava Jato, citando métodos escusos, processos equivocados, investigações baseadas em grampos ilegais, etc. Ela chegou a afirmar que “não há Justiça quando as leis são desrespeitadas; não há justiça para os cidadãos quando as garantias constitucionais da própria Presidência da República são violadas”. Para o jornalista, parece que finalmente a presidenta resolveu “exercer o protagonismo político que se espera de um chefe da Nação”. Leia, comente e compartilhe.

Manfredini vê similaridade entre 15 de março e o “Cansei” de 2007. Com uma diferença: agora tem panelas!

manfredini_15marco.jpgO jornalista e escritor curitibano Luiz Manfredini, do PCdoB, em artigo especial para o Blog do Esmael, faz um paralelo das tentativas anteriores de mobilização da direita e o último protesto em 15 de março. Ele vê similaridade entre o movimento “Casei”, de 2007, e a marcha que pediu impeachment de Dilma no domingo em todo o país. Mas adverte: “É preciso levar a sério a trama da direita contra a democracia”. Abaixo, leia a íntegra do artigo.

Levar a sério a trama da direita

Luiz Manfredini*

As manifestações do último domingo, 15, reunindo centenas de milhares de pessoas em várias cidades do país, mas com maior impacto em São Paulo, não devem ser subestimadas. Convocadas por forças de direita e extrema-direita, partidos neoliberais, pelo conservadorismo mais retrógrado e sua área de influência, foram amplamente beneficiadas com um polpudo (e secreto) financiamento empresarial e com a adesão militante da grande mídia privada. Sem ilusões: o movimento expressou um acirramento da luta de classes em nosso país, em que a direita, pela primeira vez desde 1964, colocou massas expressivas na rua e parece disposta ao confronto.

Como afirma André Singer, em seu artigo “Tensão Democrática”, é possível que, a partir dessa grande articulação conservadora, com forte viés golpista (a marca registrada da direita tupiniquim), “a democracia brasileira, restabelecida nos anos 1980, passe a viver um inédito teste de estresse”. Singer prevê uma polarização no processo político brasileiro, em que “a uma manifestação seguirá, cedo ou tarde, uma contramanifestação, e assim por diante”. E mais: estima que o processo de luta seja longo.

Tentativas anteriores da direita, de articular-se num movimento de massas fracassaram. Em 2005, quando do (impropriamente) chamado mensalão, a ideia de impedir o então presidente Lula morreu na praia. Dois anos depois, o “Cansei”, patrocinado por “socialites”, esvaziou-se em algumas semanas. O movimento de junho de 2013, também se diluiu em pouco tempo. Agora, ao contrário, a direita colocou milhares nas ruas e promete mais.

Luiz Manfredini: “À luta, Dilma!”

O jornalista e escritor Luiz Manfredini, militante histórico do PCdoB, avalia a situação de defensiva em que se encontra a presidenta Dilma Rousseff neste segundo mandato.
O jornalista e escritor Luiz Manfredini, militante histórico do PCdoB, avalia neste artigo a situação de defensiva em que se encontra a presidenta Dilma Rousseff (PT), quais os motivos que a levaram a esta situação e quais atitudes a presidenta precisa tomar para retomar a iniciativa em seu segundo mandato. Leia a seguir.

Luiz Manfredini*

Em 1991, o colapso da URSS produziu dramática repercussão em Cuba, que há 30 anos já sofria a perversidade do bloqueio dos EUA. O impacto foi tão grande que logo o PIB cubano acabou reduzido em mais de 35%. Por falta de combustível, boa parte dos transportes voltou à  tração animal e o duro racionamento de alimentos obrigou o governo a distribuir pílulas de vitaminas e sais minerais para o povo subsistir. Diante de tão severas circunstâncias, Fidel Castro foi à s ruas explicar aos cubanos os desafios que viriam pela frente e conclamá-lo à  resistência.

No segundo semestre de 2005, a partir da CPMI que investigava o (impropriamente) chamado mensalão, a bandeira do impeachment do então presidente Lula ganhava corpo no parlamento e em setores da sociedade influenciados pelos bombardeios das elites e pela gritaria da classe média, todos amplamente reverberados pela mídia. Em dezembro daquele ano, o índice de ruim e péssimo de Lula atingia seu nível mais alto: 29%. Foi então que o presidente declarou publicamente que não teria o fim que tiveram dois ex-presidentes !“ Getúlio, suicidando-se, e Jango, deixando o país.!  Lutaria. Nós vamos para as ruas para defender o mandato que o povo nos deu!, garantiu. E foi. E ao povo, nas diversas ocasiões em que teve oportunidade, explicou os acontecimentos, pediu apoio para seu governo e o projeto de ampla significação social que defendia. Em poucos meses, as pesquisas mostravam uma excepcional recuperação.

Luiz Manfredini: “PCdoB, 92 anos ao lado do povo brasileiro”

O escritor e jornalista Luiz Manfredini, em artigo especial para o Blog do Esmael, destaca os 92 anos do PCdoB comemorados nesta terça-feira, 25 de março; "o PCdoB é organização política que chega aos 92 anos reafirmando sua essência revolucionária, democrática, popular, patriótica e anti-imperialista. E assim, contando com mais de 100 mil militantes e cerca de 300 mil filiados, assume responsabilidades cada vez maiores para com o Brasil e o povo brasileiro", aponta o articulista; Manfredini também faz um passeio na história, desde a fundação do partido, em 1922, até a exitosa participação da legenda vermelha nesses 11 anos de governos Lula e Dilma "imprimindo sua marca de seriedade, competência e defesa e ampliação dos direitos do povo"; leia o texto.
O escritor e jornalista Luiz Manfredini, em artigo especial para o Blog do Esmael, destaca os 92 anos do PCdoB comemorados nesta terça-feira, 25 de março; “o PCdoB é organização política que chega aos 92 anos reafirmando sua essência revolucionária, democrática, popular, patriótica e anti-imperialista. E assim, contando com mais de 100 mil militantes e cerca de 300 mil filiados, assume responsabilidades cada vez maiores para com o Brasil e o povo brasileiro”, aponta o articulista; Manfredini também faz um passeio na história, desde a fundação do partido, em 1922, até a exitosa participação da legenda vermelha nesses 11 anos de governos Lula e Dilma “imprimindo sua marca de seriedade, competência e defesa e ampliação dos direitos do povo”; leia o texto.
Luiz Manfredini*

Um partido terá maior ou menor significado e peso
precisamente na medida em que sua atividade particular
tiver maior ou menor peso n determinação
da história da um país.!
(Antonio Gramsci)

A trajetória do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – desde aquele longínquo 25 de março de 1922, data de sua fundação, em Niterói (RJ) !“ encontra-se estreitamente ligada ao próprio percurso da república brasileira nesses 92 anos, de tal sorte que não se pode examinar uma, sem considerar a outro. De fato, a despeito dos longos anos !“ 41, ao todo – em que foi submetido à  ilegalidade e, muitas vezes, à  mais rigorosa clandestinidade, os comunistas brasileiros !“ seja sob a sigla PCdoB, seja como PCB, até 1962 !“ acumularam um vasto currículo de lutas pela emancipação nacional, pela democracia, pelos direitos dos trabalhadores e do povo e pelo socialismo.

O PC do Brasil surgiu na cena política brasileira como resultado do crescimento da jovem classe operária brasileira e do amadurecimento de sua consciência política. Naquele emblemático ano de 1922, a fundação do partido esteve ao lado de dois outros importantes acontecimentos da história republicana: o levante tenentista do Forte de Copacabana, pontapé inicial para o movimento que ajudaria a sepultar, sete anos mais tarde, a carcomida República Velha, e a Semana de Arte Moderna, de afirmação e renovação da cultura brasileira. Era a modernização da sociedade brasileira em curso na febricante década de 1920.

De lá para cá, os comunistas não só participaram, como estiveram à  frente dos principais acontecimentos da vida política brasileira, pautados sempre pelo compromisso com a defesa da Nação e do povo. Um vasto currículo que passa pela luta contra o Estado Novo e o nazi-fascismo, pela participação ativa na Constituinte de 1946, pela emblemática atuação na vanguarda da campanha O petróleo é nosso! e a resoluta, inegociável oposição à  ditadura (que incluiu a heróica resistência armada no Araguaia).