20 de julho de 2015
por Esmael Morais
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Indústria dos dossiês invade debate pré-eleitoral em todo o país

A blogueira e jornalista Laís Laíny, em seu blog, afirma que já teve início no país uma verdadeira indústria de dossiês contra políticos. Segundo ela, que utiliza o cenário do município de Cascavel, na região Oeste, como estudo de caso, “uma onda de denuncismo está se formando” no debate pré-eleições 2016 e a bola da vez é o deputado estadual Márcio Pacheco (PPL), pré-candidato à Prefeitura. Leia a íntegra da matéria:

Denúncia de “empresa fantasma” dá start à onda de denuncismo

Uma onda de denuncismo está se formando no cenário pré-eleitoral de Cascavel. Depois do caso envolvendo o assessor do deputado estadual Leonaldo Paranhos (PSC), a bola da vez é o deputado estadual Márcio Pacheco (PPL).

Tentando surfar nessa onda, o assessor do vereador Luiz Frare (PDT), Agnaldo Carvalho – que até poucos meses tinha um cargo na Secretaria de Esportes, foi até à emissora Catve e soltou a “bomba”: Pacheco estaria contratando serviço de locação de veículos de uma “empresa fantasma”, aberta em nome do apoiador da campanha de Pacheco, Claudinei Orben em dezembro de 2014, dias antes do deputado assumir o mandato na Assembleia Legislativa.

Armado com documentos, fotos e print de páginas do Facebook, Agnaldo mostrou que Pacheco contratou a empresa Block Rent a Car para aluguel de carros ao custo de R$ 7.950 por mês mas que no endereço citado funciona uma empresa de guincho e terraplanagem.

Um fato que, claramente, merece explicações visto que, aparentemente, trata-se de algo no mínimo imoral e que vai contra o discurso sempre usado por Pacheco desde quando ele era presidente da Câmara de Vereadores.

Porém, tão importante quanto conhecer a denúncia é saber quem denunciou.

Agnaldo Carvalho é bastante conhecido no meio político. Ex-assessor do vereador afastado Mario Seibert, Agnaldo foi nomeado como diretor da Secr Leia mais

13 de junho de 2015
por Esmael Morais
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Deputados votaram sem ler projeto do “reajustão” de 3,45% aos professores

A Assembleia Legislativa pode ter votado a constitucionalidade da mensagem do governador Beto Richa (PSDB), na quarta-feira (10), sem atentar-se ao texto. A legalidade do projeto foi atestada por 30 votos a favor e 16 contra.

O deputado Tadeu Veneri (PT), líder da oposição, foi o primeiro a perceber “falhas insanáveis” no projeto do Palácio Iguaçu. Ao invés de conceder parte da reposição, retira mais direitos dos servidores públicos.

“O projeto do governo sobre reposição está errado”, alertou ontem o petista, que votou contra a constitucionalidade do mesmo.

Segundo o deputado Nereu Moura (PMDB), o projeto possui um erro grave, o artigo quarto, que prevê o reajuste de 3,45% em outubro, exclui as gratificações e até o vale transporte. “Não dá para corrigir. O governo tem mandar outro”, diz.

Já o líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), acredita que os oposicionistas estão de “mimimi” e que o projeto que concede 3,45% de reajuste vai a plenário, nem que a vaca tussa, e será aprovado até terça-feira (16).

Nesse vácuo, um grupo suprapartidário de parlamentares já tem pronto um substitutivo (emenda) para garantir reajuste de 8,17%, ainda este ano, para todos os servidores. Será apresentado nesta segunda-feira, dia 15.

Romanelli surta. Reafirma que há acordo para que nenhum deputado apresente emenda ao projeto original. Também enquadra o PSC cuja bancada de 12 deputados é liderada por Leonaldo Paranhos.

Para o líder governista, Paranhos não lidera a totalidade da bancada do PSC. Pelas contas de Romanelli, 8 deputados votam cegamente com Richa.

Quem não leu o projeto antes de colocá-lo na pauta? Muitos atribuem essa responsabilidade ao presidente da Assembleia, Ademar Traiano, que tem o poder pautar as votações. Outros põe na conta de Romanelli.

Os oposicionistas juram que leram o documento, mas não denunciaram os erros antes justamente para embargá-lo.

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