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Rússia lança ataque massivo de drones e mísseis contra Kiev

A Ucrânia voltou a ser alvo de um dos bombardeios mais pesados desde o início da guerra: pelo menos quatro mortos, entre eles uma menina de 12 anos, e dezenas de feridos após a Rússia disparar quase 600 drones e mais de 40 mísseis contra Kiev e outras regiões neste domingo (28).

O ataque durou mais de 12 horas, segundo o presidente Vladimir Zelensky, que chamou a ofensiva de “brutal” e pediu reação imediata dos Estados Unidos, da Europa, do G7 e do G20. Moscou afirma ter atingido apenas alvos militares e industriais, mas testemunhos e registros oficiais apontam danos a hospitais, escolas, fábricas e residências.

A administração militar de Kiev informou que 15 locais foram atingidos, incluindo prédios residenciais nos distritos de Darnytskyi, Sviatoshynskyi e Solomianskyi. Houve incêndios em veículos estacionados e destruição de blocos inteiros de apartamentos. O Instituto de Cardiologia da capital também foi atingido, deixando pelo menos dois mortos.

O prefeito Vitali Klitschko declarou que a cidade sofreu “um ataque massivo” e recomendou que moradores permanecessem nos abrigos subterrâneos. Muitos se refugiaram no metrô.

Países vizinhos reagiram imediatamente. A Polônia fechou seu espaço aéreo em duas cidades fronteiriças e mobilizou caças, enquanto a Dinamarca relatou sobrevoos de drones em bases militares pelo segundo dia consecutivo. A Otan anunciou reforço na defesa do Báltico, ampliando vigilância aérea e posicionando fragatas.

Zelensky, em mensagem nas redes, disse que Moscou “quer continuar matando” e defendeu sanções mais duras contra a Rússia, especialmente no setor energético. O chanceler Andrii Sybiha afirmou que o país enfrenta “centenas de drones e mísseis” e pediu que o custo da escalada seja maximizado para o Kremlin.

O ataque ocorreu logo após a Assembleia Geral da ONU, onde Donald Trump, presidente dos EUA, surpreendeu ao afirmar que a Ucrânia “pode reconquistar todo o seu território original com apoio da União Europeia e da Otan”. A fala marca um recuo em relação à postura inicial de Trump, que pregava concessões a Moscou.

Apesar disso, Kiev ainda não conseguiu convencer Washington a impor novas sanções ao petróleo e gás russos. A hesitação americana e europeia pode prolongar a guerra, avaliam analistas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encontrou Vladimir Zelensky em uma reunião paralela à Assembleia Geral da ONU, em Nova York, onde reafirmou que o Brasil defende a soberania da Ucrânia, mas insistiu que a guerra só terá fim com negociação.

Lula disse ao líder ucraniano que “a paz exige coragem de todos os lados” e que a escalada militar ameaça a segurança global, inclusive de países vizinhos da Otan.

O petista ainda se colocou à disposição para intermediar canais diplomáticos, ao lado de parceiros do G20 e do grupo dos Brics, destacando que o prolongamento do conflito só aumenta o sofrimento dos civis e o risco de uma crise humanitária prolongada.

O ataque de drones e mísseis contra Kiev resultou em dezenas de vítimas, destruição de residências, hospitais e fábricas, além de provocar resposta imediata de países vizinhos e apelos do governo ucraniano por maior apoio internacional.

O episódio ocorreu após a Assembleia Geral da ONU e trouxe novos elementos à discussão global sobre o rumo da guerra, envolvendo diretamente líderes como Zelensky, Lula e Trump em debates sobre segurança, sanções e possibilidades de negociação.

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