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Rafael Greca adia anúncio do candidato à Prefeitura de Curitiba e causa mal-estar com vice Eduardo Pimentel [áudio]

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Durante uma entrevista à BandNews Curitiba, na quarta-feira (22/11), o prefeito Rafael Greca (PSD) deixou em suspense a escolha do candidato à sua sucessão, dando a entender um distanciamento de seu vice, Eduardo Pimentel (PSD).

Ao ser questionado sobre seu futuro político, Greca evitou mencionar Pimentel e afirmou:

“Primeiro, precisa combinar com a população e apontem quem dos nossos quadros pode merecer suceder a mim como meu candidato na prefeitura de Curitiba. É isso, eu só vou dizer que em junho do ano que vem.”

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A declaração gerou interpretações de um possível desentendimento no grupo político, envolvendo também o governador Ratinho Junior (PSD), que vinha indicando Pimentel como sucessor nos últimos meses.

Greca respondeu de forma evasiva sobre seu futuro político, destacando seu foco nos próximos 13 meses de trabalho e prometendo mais investimentos em infraestrutura e cultura para a cidade.

O mal-estar na relação entre Greca e Pimentel tornou-se evidente, levando a especulações sobre a estabilidade no grupo político local e incerteza sobre o candidato governista à sucessão.

Ouça o trecho da entrevista

Aqui está a transcrição deste trecho da entrevista de Greca à BandNews Curitiba:

Âncora: Prefeito, o senhor encerra o terceiro mandato agora e, pelas regras eleitorais, não pode se candidatar a um quarto mandato. E a grande pergunta é, o que o senhor imagina para o seu futuro político, um cargo talvez no governo do estado ou a candidatura ao governo do estado ou ao Senado federal são opções? O que que o senhor projeta, já que não pode ser prefeito de Curitiba, pelo uma quarta vez a em 2025 [2024]?

Rafael Greca: Eu não gosto muito dessa pergunta, porque parece que você tá pondo algodão no meu nariz.

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Âncora: Não, prefeito, você saber do futuro do senhor é importante porque chegam perguntas aqui para nós. ‘Olha, o que que o prefeito vai fazer’?

Rafael Greca: Vou continuar sendo o marido da Margarita. Quando eu deixei de ser ministro [do Turismo] do [governo] Fernando Henrique, uma repórter do jornal do Brasil perguntou: ‘e o que você vai fazer agora?’ E a Margarida respondeu: ‘o Rafael vai continuar sendo meu marido, meu amado Rafael. Ele se basta em si mesmo, não precisa de cargo pra ele poder existir’.

Âncora: Mas eu quero um prefeito com muita saúde ao lado da Margarita, viu, prefeito?

Rafael Greca: Obrigado, David. Veja, o futuro pertence a Deus. Primeiro eu tenho mais 13 meses de trabalho. Depois eu vou ter um tempo de descanso. Daí, depois eu vou avaliar o que eu vou fazer. Há possibilidade de nós elegermos o próximo prefeito. Nós temos também que trabalhar essa ideia na cabeça da população. Primeiro, precisa combinar com a população, que aponte quem do nossos quadros pode merecer suceder a mim como meu candidato na prefeitura de Curitiba. É isso, eu só vou dizer que em junho do ano que vem. Por enquanto, eu vou aproveitar o Natal. Eu vou fazer mais asfalto, eu quero fazer mais parques, mais obras, quero colocar mais arte nas ruas, quero estimular mais música. Quero educar mais os curitibinhas.

Moral da história: Greca deu a entender que há uma fissura no grupo ao dar um “gelo” no vice Eduardo Pimentel.

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