Carteira foi apresentada nesta terça-feira (24) pelo ministro Silvio Costa Filho; Valores serão aplicados em 890 obras, o que vai gerar mais de 180 mil empregos diretos em todo o país
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, apresentou, nesta terça-feira (24), em Brasília, a carteira de projetos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), com previsão de R$ 41,7 bilhões em investimentos. Ao todo, são 890 obras e mais de 180 mil empregos diretos em todo o país.
A carteira inclui projetos da indústria naval e da infraestrutura portuária. Estão previstas 612 construções de embarcações, 115 serviços de reparo e docagem, 141 modernizações, além da implantação de 6 estaleiros, 13 projetos portuários e 3 terminais de transbordo. As iniciativas envolvem 62 empresas beneficiadas e 32 estaleiros.
“Os números mostram a força dessa política pública. Saímos de R$ 22,8 bilhões em projetos aprovados para mais de R$ 87 bilhões no ciclo atual, além de um crescimento expressivo nas contratações. Isso se traduz em mais emprego, mais competitividade e no fortalecimento da indústria naval brasileira”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.
A retomada dos investimentos no setor já apresenta impactos diretos no emprego. Após atingir um patamar de cerca de 12 mil trabalhadores nos anos de menor atividade, a indústria naval brasileira voltou a crescer e já soma mais de 55 mil empregos diretos no país. Isso representa uma alta de 358% entre o período de baixa empregabilidade no setor, no passado, com a situação de momento.
Saímos de R$ 22,8 bilhões em projetos aprovados para mais de R$ 87 bilhões no ciclo atual, além de um crescimento expressivo nas contratações”, diz o ministro Silvio Costa Filho.
Principais investimentos e projetos
Os investimentos estão distribuídos em todas as regiões do país, serão aplicados: R$ 14,1 bilhões no Sul, R$ 11,9 bilhões no Nordeste, R$ 10,4 bilhões no Sudeste e R$ 5,3 bilhões no Norte.
Entre os principais projetos, destacam-se o da Bram Offshore, em Santa Catarina, na região Sul, no valor de R$ 2,6 bilhões; o da Wilson Sons, no Sudeste, de R$ 1,1 bilhão; o da DOF Subsea, na Bahia, no Nordeste, com investimento de R$ 2,8 bilhões e previsão de 1.460 empregos; e o da Plataforma Logística do Amapá, na região Norte, no valor de R$ 1,5 bilhão.
O secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos e presidente do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), Tomé Franca, destacou que os números refletem a retomada dos investimentos no setor. “Temos um setor com grande potencial para contribuir com a logística brasileira. O volume de contratações do Fundo da Marinha Mercante aumenta a eficiência e a competitividade do país, além de gerar emprego e renda para a população”, destacou.
O crescimento recente do Fundo reforça esse cenário. Os investimentos aprovados passaram de R$ 22,8 bilhões entre 2019 e 2022 para R$ 87,7 bilhões no ciclo atual (2023–2026). Já a carteira contratada saltou de R$ 1,6 bilhão para R$ 14,2 bilhões, consolidando 2025 como o ano de maior execução financeira.
Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a carteira também contribui para fortalecer a navegação interior e ampliar o acesso a regiões onde os rios são essenciais para a mobilidade e o abastecimento. “Esse avanço também impacta diretamente as hidrovias, com mais investimentos em embarcações e infraestrutura que garantem maior segurança da navegação e regularidade no transporte. Em muitas regiões, especialmente no Norte, os rios são as verdadeiras estradas da população”, concluiu.
Café Hidroviário
Como parte da agenda, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), por meio da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), também realizou o Café Hidroviário, em parceria com a Agência de Desenvolvimento Sustentável das Hidrovias e dos Corredores de Exportação (Adecon). O encontro reuniu representantes do setor público e privado para discutir o papel da navegação interior no desenvolvimento logístico do país.
Durante o evento, foram debatidos desafios e oportunidades para ampliar o uso dos rios como alternativa mais eficiente e sustentável de transporte, com foco na melhoria da infraestrutura, na renovação da frota e no aprimoramento do transporte de passageiros, especialmente em regiões onde as hidrovias são essenciais para a mobilidade da população.
Participaram do encontro o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, secretário-executivo e presidente do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), Tomé Franca; a secretária-executiva adjunta, Thairyne Oliveira; o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier; além de representantes do setor naval, aquaviário e hidroviário.
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