O presidente da Rússia, Vladimir Putin, condenou o assassinato do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, chamando o crime de “violação cínica” das normas de moralidade humana e do direito internacional, em telegrama enviado ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
A mensagem, divulgada por agências russas e repercutida por veículos internacionais, também expressa condolências pela morte de familiares de Khamenei e pede que a solidariedade seja transmitida ao povo iraniano.
O gesto de Putin entra no tabuleiro de uma crise maior. No sábado (28), Estados Unidos e Israel iniciaram uma operação militar contra o Irã, com ataques que atingiram centros urbanos, incluindo Teerã, segundo relatos da imprensa internacional.
O governo dos EUA justificou a ofensiva citando ameaças ligadas a mísseis e ao programa nuclear iraniano, enquanto o Irã denuncia agressão e aponta risco de escalada regional.
Do lado iraniano, relatos de mídia estatal confirmaram a morte de Khamenei após os bombardeios, abrindo incerteza sobre a transição no topo do regime.
Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, afirmou que um arranjo temporário assumiria funções até a escolha de um sucessor, indicando que o país tenta evitar vácuo institucional em plena guerra.
Na prática, a fala de Putin tenta carimbar uma linha: transformar a morte do líder religioso e político iraniano em símbolo de “ilegalidade” internacional, com efeito duplo, pressionar adversários no discurso e manter Moscou no centro do jogo diplomático.
A retórica russa mira o tribunal da opinião pública global, mas o que vai pesar mesmo é a sequência militar e a sucessão em Teerã, porque quando o topo cai, o risco de decisões mais duras aumenta.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.



